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Casa Branca prepara investida contra tecnológicas chinesas. TikTok e WeChat na mira

Washington e Pequim estão a viver um dos momentos mais críticos desde que os dois países estabeleceram relações em 1979. Agora, a crise adensa-se, com o TikTok e a WeChat debaixo de olho.

Washington e Pequim estão numa guerra que está prestes a conhecer novos contornos. Na sexta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou as suas intenções de assinar uma ordem executiva a proibir o TikTok no país.

Este domingo, o secretário de Estado Mike Pompeo afirmou que a Casa Branca vai anunciar em breve um “conjunto amplo” de medidas contra empresas de software chinesas.

De acordo com o Jornal de Negócios, a ofensiva da Casa Branca é justificada com a defesa da segurança interna. O responsável norte-americano disse que as tecnológicas chinesas estão a fornecer dados às autoridades de Pequim, sublinhando o caso particular do TikTok e da WeChat, ambas propriedade da ByteDance.

Ainda assim, o secretário de Estado fez questão de frisar que “há muitas outras”.

O TikTok tem vindo a registar um crescimento exponencial do número de utilizadores, que acelerou durante a pandemia de covid-19. A Bloomberg avança que os downloads da aplicação já superam os 165 milhões nos Estados Unidos e os 2.000 milhões em todo o mundo.

Para evitar que a aplicação chinesa seja banida do país, a ByteDance está a tentar dar a volta através da venda do negócio à Microsoft. Contudo, as negociações foram entretanto suspensas depois de Donald Trump ter reiterado que a venda não seria suficiente.

Ao início da madrugada, a Microsoft veio afirmar que vai prosseguir com as conversações nesse sentido, pelo que o processo encontra-se num impasse.

“A Microsoft avançará rapidamente para continuar as discussões com a empresa-mãe do TikTok, ByteDance, numa questão de semanas, e em qualquer caso completar estas conversações o mais tardar até 15 de setembro de 2020”, referiu a empresa norte-americana, em comunicado.

A base para as discussões foi uma notificação enviada por ambas as empresas ao Comité de Investimento Estrangeiro nos Estados Unidos (CFIUS), na qual comunicaram a sua intenção de explorar uma “proposta preliminar” que envolveria a aquisição do serviço da TikTok nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

Durante o processo de conversações, lê-se no comunicado, “a Microsoft espera continuar o diálogo com o Governo dos Estados Unidos”.

Com a aquisição, que, de acordo com o comunicado, seria sujeita a uma revisão de segurança completa e à entrega dos benefícios apropriados aos Estados Unidos, a Microsoft “asseguraria que todos os dados privados dos utilizadores norte-americanos do TikTok fossem transferidos e permanecessem” no país.

Além disso, a empresa de tecnologia disse que assegura que tais dados “sejam removidos de servidores fora do país após a sua transferência”. O Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, disse domingo que Trump pode forçar uma venda ou bloquear o TikTok devido ao risco que pode representar para a privacidade dos norte-americanos.

A lei permite ao Presidente bloquear transações e congelar bens se acreditar que existe uma “ameaça invulgar e extraordinária” à segurança nacional ou à economia no país.

  ZAP // Lusa

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