Confetis de papel e purpurinas biodegradáveis. Este ano, o Carnaval é amigo do ambiente

maique martens / Flickr

Um pouco por todo o país, as organizações dos corsos carnavalescos tentam reforçar a sustentabilidade ambiental dos eventos. Dos fatos aos confetis, também os foliões podem contribuir para um Carnaval mais amigo do ambiente.

Copos reutilizáveis é já uma das medidas adotadas pelas organizações dos corsos carnavalescos para reforçar a sustentabilidade ambiental dos eventos. Mas, numa altura em que o apelo ao consumo é grande, torna-se importante que as autarquias tomem medidas para transformar o Carnaval numa festividade amiga do ambiente.

No entanto, segundo o Diário de Notícias, a responsabilidade de fazer com que os festejos sejam mais sustentáveis está também nas mãos dos foliões.

Carmen Lima, coordenadora do Centro de Informação de Resíduos da Quercus, disse ao matutino que “esta é uma altura do ano em que há um pico de consumo. Há a aquisição de novos fatos, muitas vezes com preços competitivos, feitos em fibras sintéticas, geralmente em países onde não há controlo de aspetos ambientais”.

Sobre este assunto, a responsável lamenta ainda o facto de “nunca ter sido noticiado que há aproveitamento de fatos de uns anos para os outros nas grandes festas“. Desta forma, e para tornar o Carnaval mais sustentável este ano, Carmen Lima sugere que os foliões optem pela reutilização ou pelo aluguer dos fatos.

Confetis e serpentinas são outras das preocupações, uma vez que configuram uma grande fonte de lixo. Este problema agravou-se nos últimos anos com o aparecimento de confetis de plástico a preços acessíveis e, dado que são muito difíceis de apanhar do chão, “há o risco de contaminação do ambiente com produtos que não são biodegradáveis”.

Em alternativa, Carmen Lima destaca os confetis de papel. “É possível fazer confetis com as folhas das árvores que se apanham no chão, usando furadores. Desta forma, não têm um impacto negativo se forem libertados na rua. E não se gasta um recurso”, refere a engenheira do ambiente.

As purpurinas, como são plástico, são também uma ameaça para o ambiente. Regra geral, as purpurinas são feitas com pequenos pedaços de plástico (polietileno tereftalato) e alumínio – os chamados microplásticos.

“Normalmente, aplicam-se na pele. Deviam ser removidas com um material que as agarre e não através da lavagem. Quando a pessoa vai tomar banho, acabam por ir diretamente para o mar”, alerta Carmen Lima.

Mas há uma solução. Várias empresas têm vindo a desenvolver purpurinas e glitter biodegradáveis. No Brasil, por exemplo, as marcas Viva Purpurina Biodegradável e a Glitter Ecológico estão a comercializar produtos que garantem ser não tóxicos, ou seja, que não prejudicam os ecossistemas, avança o DN.

Autarquias conscientes

Nos últimos anos, várias autarquias anunciaram medidas com vista a reduzir o impacto ambiental dos seus eventos de Carnaval, uma consciência que tem vindo a aumentar à medida que o tempo passa a ameaça é maior.

Em comunicado, a Câmara Municipal de Torres Vedras adiantou que irá manter o EcoCopo (copo reutilizável), um a medida já adotada em anos anteriores. Além disso, vai proibir a entrada e transação de garrafas de vidro e de plástico no evento.

Em Loulé, no Algarve, a organização do Carnaval informou que “uma das novidades passa pela utilização de copos de papel 100% biodegradáveis, reutilizáveis até quatro ou cinco vezes e compostáveis, que serão distribuídos pelos bares existentes no recinto”.

Já em Ovar, a autarquia anunciou que vai impor aos bares o uso de copos recicláveis, com um custo associado, o que permitirá reduzir a circulação desses recipientes em mais de 60%.

ZAP //

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