Cápsula do tempo reaviva esperança de encontrar foto histórica de Abraham Lincoln

Alexander Gardner (1821–1882)

Abraham Lincoln, o 16.º presidente dos EUA

A descoberta de uma cápsula do tempo na base de uma estátua do General Robert Lee, revelada segunda-feira pelo Governador de Virgínia, reavivou as esperanças de descoberta de uma foto de Abraham Lincoln ansiosamente aguardada por colecionadores.

A caixa será aberta esta terça-feira, às 18h30 (hora de Lisboa), revelou posteriormente Ralph Northam, no Twitter, acrescentando que foi radiografada e que “os especialistas acreditam que pode conter moedas, livros e até munições da guerra civil”.

Uma cápsula do tempo é um recetáculo que contém objetos ou documentos representativos de uma época, destinado a ser encontrado e aberto por gerações futuras.

A caixa em questão foi encontrada sob o pedestal da imponente estátua equestre do General Robert Lee, líder do exército confederado que defendeu a manutenção da escravatura durante a guerra civil norte-americana (1861-1865), inaugurada em 1890, em Richmond, antiga capital separatista localizada no Estado de Virgínia.

Vista como um símbolo do passado esclavagista do país por uma parte da população dos EUA, a estátua foi derrubada em setembro durante uma série de pichagens a monumentos relacionados com os confederados.

Assim que foi derrubada, os especialistas iniciaram a procura de uma cápsula do tempo ali colocada em 1887, que se acreditava conter relíquias da guerra civil, como botões, balas, moedas dos Estados confederados, uma bíblia e, acima de tudo, uma foto de Abraham Lincoln no seu caixão.

A foto, vista como um ‘cliché’, tem sido apresentada como uma bomba histórica capaz de bater recordes no mercado de colecionadores.

Uma primeira caixa foi retirada da base da estátua e, depois, aberta com cuidado, mas continha apenas três livros e um envelope de pano com uma fotografia, todos danificados pela água, além de uma moeda de origem desconhecida.

Um dos livros era um guia para astrónomos e navegadores, datado de 1875, mas outro parecia ter sido publicado em 1889, dois anos após a suposta data de colocação da cápsula, o que sugeria que outra cápsula poderia encontrar-se sob o pedestal.

A estátua do General Lee, em Richmond, foi alvo de protestos antirracistas após a morte de George Floyd, em maio de 2020, um afro-americano sufocado por um polícia com o joelho em Minneapolis, e durante o levantamento dos protestos Black Lives Matter.

Durante a Guerra Civil, o Sul confederado combateu pela manutenção da escravatura, que foi abolida no resto do país durante o conflito.

  Lusa //

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