Canadá tem provas de que avião foi abatido por míssil iraniano. New York Times divulga vídeo

Abedin Taherkenareh / EPA

O primeiro-ministro canadiano afirmou, esta quinta-feira, que o seu Governo dispõe de informações de que o voo 752 de Ukranian International Airlines (UIA) foi derrubado por um míssil iraniano.

“Temos informação de múltiplas fontes, incluindo dos nossos aliados e as nossas próprias informações. As provas indicam que o avião foi abatido por um míssil terra-ar iraniano”, afirmou Justin Trudeau em conferência de imprensa, acrescentando, no entanto, que a ação “pode não ter ter sido intencional”.

A tese de que a aeronave foi derrubada por balística iraniana também é partilhada pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que disse ter “um conjunto de informações” de que a aeronave foi “abatida por um míssil iraniano de superfície para ar”.

Quatro oficiais norte-americanos que falaram sob a condição de anonimato, citados pela agência Associated Press, referiram que o avião poderá ter sido confundido como uma ameaça por parte de Teerão.

Entretanto, de acordo com a France-Presse, Teerão convidou Otava a “partilhar” essas informações com a comissão de inquérito iraniana, criada depois de o voo comercial ter caído, alegando “cenários duvidosos”.

O Ministério das Relações Exteriores do Irão convidou também a Boeing, fabricante da aeronave, a “participar” na investigação. A agência norte-americana para a segurança dos transportes, a NTSB, também anunciou que vai participar no inquérito.

A Ucrânia já enviou para Teerão uma equipa de 45 investigadores para estudar as causas do desastre aéreo.

Esta sexta-feira, o presidente da Autoridade da Aviação Civil do Irão, Ali Abedzadeh, numa conferência de imprensa na capital iraniana, disse ter a “certeza” de que o Boeing “não foi atingido por um míssil”.

Ontem, o jornal New York Times divulgou um vídeo que mostra o momento em que alegadamente o avião é atingido pelo que o jornal norte-americano diz ser um míssil iraniano, pouco depois de descolar do aeroporto.

O aparelho, um Boeing 737 da companhia aérea privada ucraniana UIA, descolou na quarta-feira de manhã da capital iraniana, Teerão, em direção à capital da Ucrânia, Kiev. O avião despenhou-se dois minutos, matando as 176 pessoas (passageiros e tripulantes) que estavam a bordo, a maioria de nacionalidade iraniana e canadiana.

Onze ucranianos, incluindo nove membros da tripulação, estão, igualmente, entre as vítimas mortais do acidente. Também estavam dentro do avião da UIA cidadãos oriundos da Suécia, Afeganistão, Alemanha e Reino Unido.

As primeiras indicações disponibilizadas pelas autoridades iranianas apontaram para a existência de problemas mecânicos na origem da queda do avião.

O acidente ocorreu horas depois do lançamento de mísseis iranianos contra duas bases da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, em Ain Assad e Erbil, no Iraque, numa operação de vingança pela morte do general iraniano Qassem Soleimani.

ZAP // Lusa

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5 COMENTÁRIOS

  1. Entrar em terra de gente fanática e que só a ideia deles é que é válida é sempre uma incerteza de como se irá sair de lá, independentemente de qual teria sido a causa do acidente.

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