“Murros no estômago” em mais um dia de campanha eleitoral. PS e PSD recebem reforços de peso

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Tiago Petinga / Lusa

Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro juntam-se aos líderes do PS e do PSD, respectivamente, neste sábado, para o sétimo dia da campanha eleitoral para as legislativas de 30 de Janeiro. Mas ao quinto dia, houve “murros no estômago” e o PS como saco de pancada…

Ao sétimo dia da campanha, o ministro das Infraestruturas e Habitação e cabeça de lista do PS pelo círculo de Aveiro, Pedro Nuno Santos, vai estar ao lado do secretário-geral dos socialistas, António Costa, em Espinho, para contactos com a população.

Costa vai também passar por Leiria e Marinha Grande, onde vai visitar a fábrica Iberomoldes, e termina o dia com um comício em Viseu.

Na sexta-feira, o líder dos socialistas passou por Monsanto, deixando críticas a Rui Rio e comentando a polémica do “nazizinho”, palavra que a ex-campeã olímpica Rosa Mota usou para classificar o presidente do PSD num evento de campanha.

A propósito da declaração de Rosa Mota, Rui Rio escolheu não “dar troco”, mas já acusou o PS de fazer uma “campanha mais difamatória”.

Neste sábado, Rio vai ter a seu lado, em Santa Maria da Feira e em Espinho, o ex-deputado Luís Montenegro e seu ex-rival na corrida pela presidência do PSD em 2020.

Rui Rio termina o dia em Aveiro ao participar no debate “Conversas Centrais sobre Justiça”, juntamente com Mónica Quintela, cabeça de lista do PSD por Coimbra.

BE promete lei da eutanásia para arranque da legislatura

Pelo distrito do Porto vai andar a coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, que tem visita programada à feira da Senhora da Hora, em Matosinhos, e vai estar num comício na Escola Secundária Carolina Michaëlis, no cidade Invicta.

Na sexta-feira, num comício em Coimbra, Catarina Martins deixou uma promessa, garantindo que o BE vai apresentar no “primeiro dia da próxima legislatura” um projeto de lei para despenalizar a morte medicamente assistida tendo em conta os reparos do Tribunal Constitucional e “desfazendo todas as dúvidas”.

Segundo a líder do BE, “com uma lei muito ponderada”, “com o respeito profundo por quem sofre” e “com a humildade de saber” que é preciso “ouvir e respeitar o desejo último de cada um e de cada uma, a morte assistida será despenalizada em Portugal” e haverá “a lei de João Semedo”.

A 29 de novembro do ano passado, o Presidente da República devolveu ao Parlamento, sem promulgação, o decreto sobre a morte medicamente assistida.

PCP disponível para nova “convergência” com o PS

O líder parlamentar do PCP, João Oliveira, vai andar pelo sul, no distrito de Setúbal, neste sábado, acompanhado pela cabeça de lista deste círculo, Paula Santos.

Mas, na sexta-feira, João Oliveira aproveitou para reforçar recados ao PS, quanto a um eventual acordo pós-legislativas, salientando que “a CDU demonstrou na prática como se constroem convergências“.

Assim, João Oliveira pediu a Costa para “clarificar o que é que faz” se houver condições para impedir um regresso do PSD ao poder e, em especial, para esclarecer “se recusa essa convergência connosco”.

Fica, assim, evidente que o PCP está disponível para voltar a convergir e a impedir o regresso do PSD ao poder, com João Oliveira a apelar ao eleitorado para demonstrar que é esse também o seu desejo em vez da maioria absoluta do PS.

Mas o dia de campanha de sexta-feira dos comunistas ficou marcado pelos “murros no estômago” que João Oliveira disse ter recebido, com os testemunhos de idosos que aproveitaram um microfone aberto, num centro de saúde em Silves, para relatar os problemas que enfrentam.

CDS quer renegociar PRR para beneficiar pequenos empresários

Francisco Rodrigues dos Santos, do CDS-PP, vai andar pelo norte, neste sábado com visitas marcadas para Braga, Caminha, Viana do Castelo e Ponte de Lima.

Na véspera, após uma reunião com o presidente da Associação de Bares da Zona Histórica do Porto e alguns empresários da área, o líder centrista defendeu uma renegociação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para triplicar as verbas para micro, pequenos e médios empresários.

O líder do CDS apontou ainda que o seu partido defende um “choque fiscal em Portugal, uma diminuição de impostos para que os empresários possam ser libertados deste esmagamento fiscal a que têm sido sujeitos” pelo Governo do PS.

“Nós defendemos uma redução do IRC para 15%, uma eliminação da derrama estadual, uma isenção de IRC para todas as empresas que reinvistam a totalidade dos seus lucros”, notou Rodrigues dos Santos, apontando que é preciso tornar “o país mais competitivo no ritmo de crescimento”.

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IL não fará Governo com o Chega – palavra de Cotrim

O presidente da Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo, vai estar, neste sábado, na Feira de Monte Abraão,  em Sintra, e participa numa iniciativa no Mercado de Santa Clara.

Numa arruada nocturna por Lisboa, Cotrim de Figueiredo deu a sua palavra, quando interpelado por jovens, em como não integrará um Governo com o Chega.

“Tens a minha palavra. Podes ter a certeza de que a IL não vai fazer parte de uma solução governativa com o Chega”, garantiu, na sexta-feira à noite.

“Nem PS, nem PCP, nem BE, nem Chega”, sublinhou Cotrim de Figueiredo, acrescentando que o que aconteceu nos Açores, onde os deputados do Chega e da IL asseguraram a maioria necessária para aprovar o programa de Governo e o Orçamento local, não se vai repetir.

Ventura acredita que “maioria é possível à direita”

A comitiva do Chega vai andar pelo Porto, onde André Ventura terá um jantar comício no Centro de Congressos da Alfândega. Durante a tarde estará em Braga para uma arruada.

Em Guimarães, na sexta-feira, Ventura afirmou que parece começar “a construir-se a ideia” de uma maioria de direita, mas recusou moderar críticas a Rui Rio.

Quanto a essas críticas recorrentes ao PSD e a Rio, quase tão presentes na campanha como as dirigidas a António Costa, Ventura vincou que, caso haja um Governo de direita, o presidente social-democrata terá “parceiros críticos, com identidade e ideias próprias”.

Mas “o Chega saberá ser leal”, prometeu também.

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PAN confundido com Os Verdes

A porta-voz do PAN, Inês de Sousa Real, vai andar pelo distrito de Lisboa, com visitas a um mercado em Loures, uma viagem de comboio entre a Amadora e Sete Rios e outra de metro entre o Jardim Zoológico e o Marquês de Pombal.

Ontem, esteve no mercado de Portimão, onde pediu a uma vendedora para ler o panfleto eleitoral do partido, após notar alguma desconfiança em relação às suas propostas.

“Nem sempre aquilo que é a mensagem que passam é verdade”, realçou a líder do PAN à vendedora que confessou desconfiar um pouco de algumas propostas do PAN.

Outra vendedora chegou a confundir o PAN com “Os Verdes”, mas, depois de ser elucidada, disse que o partido “faz falta”, pois “andam aí muitos animais à solta a morrer de fome”.

Livre faz pressão pela “ecogeringonça”

Rui Tavares, do Livre, almoça hoje num restaurante do bairro Casal da Boba, na Amadora, e promove uma sessão pública no Parque da Paz, em Almada.

Na sexta-feira, esteve em Braga, onde frisou que “a pressão para uma maioria absoluta não está a funcionar”, defendendo que é preciso “arrepiar caminho” e mostrar ao eleitorado que há soluções de entendimento à esquerda.

Assim, Tavares apelou à “construção de pontes” à esquerda e sublinhou que “querer forçar as pessoas a uma maioria absoluta não é uma mensagem que esteja a passar”.

“Se a esquerda fizer um discurso diferente e mostrar que está ocupada em construir pontes, ela pode crescer”, disse ainda, advogando que a solução governativa poderá passar por uma “ecogeringonça” que inclua o Livre.

  ZAP // Lusa

1 Comment

  1. Ganhe as eleições quem ganhar, de uma coisa podemos ter a certeza, não vai ganhar quem serve o Portugal, não vai ser uma avaliação dos Portugueses, irá ser o escolhido pelos canais de televisão, que por incrível que pareça, nos faz a cabeça.
    Independentemente da cor politica de cada um, e do prazer ou repulsa que tenhamos de ouvir este homem, há uma Grande conclusão que todos teremos de tirar, quer para quem goste quer para quem não goste, porque se hoje serve a uns, amanha serve a outros, e a conclusão é clara, porque em vésperas de eleições a TVI se lembrou da entrevista ao Sócrates, e a que pretexto, que se passou de novo, assim como outros atos políticos da TVI e OUTRAS TELEVISOES, porque razão o Sócrates aceitou, com que motivação, e agora pergunto, será que os Portugueses aceitam que sejam as redes de comunicação social, as televisões a orientar o sentido de voto, seremos um joguete nas rédeas dos canais de televisão? aceitamos que sejam as redes de televisão a fazer as nossas cabeças ? vesse tanta gente preocupada em a vacina do covid as poder controlar e motorizar, e as televisões fazem do povo o que quer, e ninguém se importa de ser um joguete nas mãos da comunicação social.

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