Câmara assume responsabilidades na degradação do Parque das Nações

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O vice-presidente da Câmara de Lisboa, Duarte Cordeiro, admitiu que a autarquia tem responsabilidades na degradação do espaço público da freguesia do Parque das Nações, garantindo que estão previstos investimentos de recuperação destes espaços.

Durante a assembleia de freguesia extraordinária do Parque das Nações, que decorreu na noite desta segunda-feira e se prolongou pela madrugada de hoje, no auditório Mar da Palha do Oceanário de Lisboa, o autarca fez questão de marcar presença na sessão por considerar que, “por um lado, é muito importante, abertamente, discutir o futuro do Parque das Nações e, por outro lado, é para assumir responsabilidades“.

“Para assumir responsabilidades, ou seja, acho que nestas coisas a culpa não pode ficar solteira e entendo que grande parte das responsabilidades do que aconteceu [ao Parque das Nações] foram da Câmara Municipal de Lisboa”, afirmou o vice-presidente da autarquia, dirigindo-se a uma plateia de mais de uma centena de moradores deste bairro.

Duarte Cordeiro disse compreender a indignação dos moradores, explicando que “quando as pessoas sentem que há determinados espaços públicos que começam a degradar, a sensação é que isto não tem fim”.

Em relação à origem dos problemas no espaço público do Parque das Nações, o autarca mencionou a dificuldade de constituição da Junta de Freguesia, por ter sido criada de raiz, e a herança de contratos que transitaram da Parque Expo – sociedade pública responsável pela gestão do bairro até 2012 -, para a Câmara de Lisboa.

“A Parque Expo funcionava com défice, com custos de recursos humanos absolutamente exorbitantes”, afirmou Duarte Cordeiro.

A Câmara de Lisboa tentou “manter muitos dos contratos que existiam no Parque das Nações, da mesma maneira que houve a tentativa de passar alguns contratos para a Junta de Freguesia a posteriori“.

O vice-presidente da Câmara de Lisboa e vereador das Estruturas de Proximidade e Gestão da Mobilidade admitiu ainda que, entre o final de vigência de um contrato e o início de outro contrato, existiram intervalos sem manutenção, estando sob gestão da autarquia, sendo que “foi nesse período que, infelizmente, se degradaram alguns dos espaços verdes”.

A assembleia de freguesia extraordinária contou com a intervenção inicial de 17 moradores e empresários do Parque das Nações, que expuseram o desagrado em relação ao mau estado do espaço público do bairro, responsabilizando o executivo da Junta de Freguesia e exigindo que se demita.

O presidente da Junta de Freguesia do Parque das Nações, José Moreno, esclareceu que a recuperação do espaço público exige tempo e orçamento, frisando estar tão desagrado como todos os moradores.

“A nossa predisposição é restituir aquilo que foi o nosso Parque das Nações no passado”, assegurou José Moreno.

Obras previstas

No que diz respeito a projetos por parte da Câmara de Lisboa na recuperação dos espaços públicos do Parque das Nações, estão previstas obras nos pavimentos na Alameda dos Oceanos, no âmbito da mega Empreitada Trabalho Diversos (ETD), a partir de setembro.

Os passadiços do Rossio dos Olivais e dos jardins Garcia D’Orta também vão ser recuperados, com um orçamento previsto de 200 mil euros, assim como o passadiço da ponte junto ao bar Cuba Livre, com mais de 50 mil euros orçamentados.

Em relação aos problemas de iluminação, ao longo deste ano vão haver intervenções no passeio do Neptuno e Ulisses, orçamentadas em cerca de 100 mil euros, e, posteriormente, estão previstas obras com projeto de execução feito em cerca de 300 mil euros.

Duarte Cordeiro anunciou também que vão ser realizadas duas intervenções no parque infantil no Parque Tejo, uma parte a começar já em julho.

Cerca de 60 obras de arte pública do Parque das Nações já estão a ser reabilitadas, através de um acordo entre a Câmara e a Junta de Freguesia, assinado na segunda-feira.

No final da Assembleia de Freguesia, foi votada uma proposta do PCP para a criação de um “Grupo de trabalho alargado para acompanhamento dos problemas do espaço público e debate das alternativas de intervenção” para encontrar soluções, proposta aprovada por unanimidade.

A freguesia do Parque das Nações é gerida desde as autárquicas de 2013 por um grupo de cidadãos — Parque das Nações por Nós (PNPN) – liderado por José Moreno. Em abril, o PNPN assinou um acordo de coligação com o PS.

/Lusa

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