Brasileiros voltam às urnas para escolher entre Dilma e Aécio

Senado Federal / Flickr

O então Senador Aécio Neves cumprimenta a presidente da República, Dilma Rousseff, durante uma sessão solene do Congresso destinada à devolução simbólica do mandato presidencial ao ex-presidente João Goulart

O então Senador Aécio Neves cumprimenta a presidente da República, Dilma Rousseff, durante uma sessão solene do Congresso destinada à devolução simbólica do mandato presidencial ao ex-presidente João Goulart

Mais de 142 milhões de brasileiros vão hoje às urnas para escolher o novo Presidente do país na segunda volta das eleições, marcadas por uma forte polarização entre os dois candidatos.

Na disputa estão a atual Presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), mais identificada com a esquerda; e o ex-senador e ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), candidato preferido dos empresários.

Aécio Neves, que chegou a ser apontado nas sondagens que antecederam a primeira volta, a 05 de outubro, como o terceiro colocado, surpreendeu ao obter 33,5%, ultrapassando, em muito, a candidata que era apontada como a segunda colocada, Marina Silva, que alcançou 21% dos votos.

Os 20 dias que separaram a primeira da segunda volta foram marcados pela procura do apoio dos eleitores de Marina Silva – que endossou o seu apoio a Aécio Neves – e por uma forte campanha de acusação, de ambos os lados, o que se refletiu em aclamados debates nas redes sociais também entre os eleitores.

De um lado, os apoiantes de Aécio Neves acusam o governo ‘petista’ de corrupção, recordando as recentes denúncias de desvio de verbas na petrolífera brasileira Petrobras e os políticos do partido condenados no processo do ‘mensalão’; enquanto, do outro, os ‘dilmistas’ ressaltam escândalos ocorridos também durante o governo do PSDB, em estados como Minas Gerais e São Paulo.

O campo da economia também tem gerado fortes embates, com o candidato da oposição a criticar o atual governo pelo parco desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos anos, enquanto a atual presidente aponta a crise internacional como única culpada da queda no ritmo de crescimento interno.

De um lado, Dilma Rousseff é tida como a representante dos trabalhadores e a certeza da continuidade aos programas sociais, como o ‘Bolsa Família’, que conseguiu tirar milhões de pessoas da miséria desde o governo de Lula da Silva (2003).

Do outro, Aécio Neves, identificado como o candidato mais à direita, preferido da classe empresarial, tem ganho força com uma campanha baseada na promessa de “mudança” e gestão mais eficiente, com um Estado mais “enxuto”.

A polarização, que já tinha alimentado as redes sociais, chegou também às ruas nos últimos dias, em atos que reuniram milhares de pessoas, a favor dos dois candidatos.

Nas sondagens de opinião, Dilma Rousseff tem aparecido na frente – 54%, face a 46% de Aécio – vantagem, no entanto, muito próxima da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Hoje será também dia de eleitores de alguns estados brasileiros voltarem a dar o seu voto para a eleição de governadores provinciais, no caso dos que ainda não elegeram os seus representantes na primeira volta, designadamente o Rio de Janeiro.

/Lusa

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