No seu primeiro encontro, Boris dirá a Juncker que não vai adiar novamente o Brexit

Will Oliver / EPA

Naquela que será a primeira vez que Boris Jonhson e Jean-Claude Juncker se encontram, o primeiro-ministro britânico vai defender que o Reino Unido não está preparado para adiar mais uma vez o Brexit.

Boris Johnson prepara-se para reunir pela primeira vez com Jean-Claude Juncker desde a sua chegada ao cargo de primeiro-ministro britânico. Em cima da mesa estará a discussão para a saída do Reino Unido da União Europeia, num impasse entre Londres e Bruxelas que dura há muito.

De acordo com a Rádio Renascença, Johnson deverá dizer a Juncker que o Reino Unido não está preparado para adiar novamente o Brexit. O atual prazo limita uma saída da União Europeia até 31 de outubro e o primeiro-ministro britânico almeja um acordo até ao dia 18 do mesmo mês. Caso não cheguem a acordo, Boris reitera um “hard” Brexit, sem adiamento.

“Qualquer extensão adicional do prazo seria um grande erro. Não é apenas uma questão da hesitação e do atraso extras, são também os longos meses adicionais de rancor e divisão – e tudo com enormes custos“, referiu uma fonte de Downing Street, citada pelo Expresso.

No almoço desta segunda-feira, no Luxemburgo, também estarão presentes o negociador-chefe da UE para o Brexit, Michel Barnier, o negociador britânico e conselheiro David Frost e o ministro britânico Stephen Barclay.

Em declarações à Sky News, Barclay garante que há “uma quantidade enorme de coisas a acontecer nos bastidores”, com um acordo à vista entre as duas partes. Já Boris Johnson, ainda que recatado, mostrou-se confiante para a reunião, dizendo estar “cautelosamente otimista”. Quem não se mostra muito esperançoso é Michel Bernier, que defende que “não há razões para estar otimista”.

“Se conseguirmos avançar bastante nos próximos dias, pretendo ir à cimeira crucial e finalizar um acordo que protegerá os interesses de empresas e cidadãos de ambos os lados do canal e de ambos os lados da fronteira na Irlanda”, disse Boris, assegurando que o Reino Unido vai libertar-se das suas “algemas”, tal como “O Incrível Hulk”.

Liberais democratas querem cancelar Brexit

Os liberais democratas britânicos estão determinados a fazer tudo o que conseguirem para travar o Brexit e garantem que o processo será cancelado se ganharem as próximas eleições gerais, segundo uma votação entre os membros do partido.

De acordo com a BBC, o resultado da votação, no decorrer da conferência do partido, em Bournemouth, deu uma esmagadora maioria de votos por uma nova política, tendo o partido defendido um novo referendo sobre o Brexit e dito que faria campanha pela permanência na União Europeia.

“Faremos tudo o que for possível para lutar pelo nosso lugar na Europa e parar o Brexit por completo”, disse a líder dos liberais democratas, Joanne Swinson, após a votação.

No entanto, este compromisso só pode ser concretizado se o partido ganhar as próximas eleições gerais com maioria.

Joanne Swinson disse também que antes da realização das próximas eleições, os liberais democratas vão continuar a trabalhar com os restantes partidos da oposição a fazer campanha por um próximo referendo e para prevenir um Brexit sem acordo.

No seu primeiro discurso na conferência como membro do parlamento, Chuca Umunna — que abandonou o Partido Trabalhista por causa da posição sobre o Brexit — defendeu que isso daria ao partido uma “posição clara e inequívoca”. “Esta [política] vai parar com o constrangimento nacional e permitir-nos focar nas coisas que realmente interessam”, apontou.

Posição diferente teve o ex-parlamentar Simon Hughes, que pediu aos membros do partido que rejeitassem essa política, alegando que isso “afastaria o foco” de obter outro referendo. Na opinião do parlamentar, o primeiro referendo foi uma decisão do povo, e, por isso, “apenas o povo pode revertê-la”.

ZAP // Lusa

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