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Bloco quer afastar “fantasmas” com Beatriz Gomes Dias a concorrer a Lisboa

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A concelhia de Lisboa propôs os nomes de Beatriz Gomes Dias e Ricardo Moreira para a corrida autárquica. O Bloco quer afastar os “fantasmas” de Ricardo Robles.

O Bloco de Esquerda/Lisboa escolheu a deputada Beatriz Gomes Dias para levar à corrida pela Câmara Municipal de Lisboa nas próximas eleições autárquicas. Esta segunda-feira, a coordenação da concelhia de Lisboa discutiu e apresentou o nome ao plenário de aderentes do Bloco de Esquerda na capital.

De acordo com o Observador, em segundo lugar na lista deverá constar Ricardo Moreira, presidente da concelhia de Lisboa.

Por sua vez, a lista para a Assembleia Municipal será encabeçada pela deputada Isabel Pires, seguida pelo advogado Vasco Barata.

A escolha de Beatriz Gomes Dias partiu do núcleo duro do partido e foi feita com o intuito de levar alguém capaz de resistir à previsível bipolarização da corrida autárquica em Lisboa. Enquanto Fernando Medina é o candidato do PS, Carlos Moedas encabeça a coligação de direita.

O jornal online salienta ainda que esta é uma tentativa de afastar o fantasma de Ricardo Robles, vereador que acabou por se demitir após estar envolvido numa polémica por ter adquirido um imóvel por 347 mil euros e por o ter colocado à venda por 5,7 milhões de euros. Gomes Dias não esteve ligada à candidatura do vereador.

O negócio milionário chocou com as críticas que Ricardo Robles deixava à especulação imobiliária em Lisboa, em 2018.

A votação presencial das listas acontecerá na sede nacional do Bloco de Esquerda, em Lisboa, durante esta terça e quarta-feira.

Beatriz Gomes Dias tem 39 anos e é professora, além de ativista e membro da associação SOS Racismo. Além disso integra a Comissão de Assuntos Europeus, é vice-presidente e coordenadora na Comissão de Cultura e Comunicação, e trabalha como suplente na Comissão de Assuntos Constitucionais e na Subcomissão para a Igualdade e Não Discriminação.

Nascida no Senegal em 1971, Beatriz Gomes Dias tem origem guineense e vive em Lisboa desde os quatro anos, cidade na qual já foi autarca quer como deputada municipal quer como eleita nas juntas de freguesia de Anjos e de Arroios.

Nas últimas autárquicas, os bloquistas tiveram um aumento expressivo de votos, conseguiram recuperar o vereador em Lisboa e eleger mandatos para autarquias inéditas, mas falharam a conquista de uma câmara, objetivo que havia sido traçado por Catarina Martins, ficando-se pelos 3,29% dos votos na contagem para as câmaras municipais.

  ZAP //

2 Comments

  1. Epa, o Robles… o Robles fartou-se foi de ser apalpado por “algumas senhoras” do bloco. O homem era rodeado dia e noite e não o deixavam em paz. História verídica! Aqueles braços e peitorais! As figurinhas … mas agora, o bloco aposta forte na caixinha – da cor – e também na eterna grande alface. O foco inalienável! Catarina, onde andam as bases para te apoiar no resto do país? Não será que muitas delas têm mandado o partido dar uma volta? O bloco é um partido da capital e pouco mais. A direção o fez assim.

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