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Black Lives Matter. Agências federais usaram reconhecimento facial durante manifestações

Tannen Maury / EPA

De acordo com um relatório governamental, seis agências federais, incluindo o FBI, usaram tecnologia de reconhecimento facial em imagens dos protestos do Black Lives Matter, que se seguiram ao assassinato de George Floyd, em 2020.

Todas as agências visadas no relatório admitiram ter usado tecnologia de reconhecimento facial entre os meses de maio e agosto de 2020, no auge dos protestos Black Lives Matter, desencadeados após o afro-americano, George Floyd, ter sido morto por um polícia.

O relatório indica que muitas das agências relataram o uso da controversa tecnologia para obter dados para investigações criminais e para verificar remotamente a identidade de um indivíduo devido ao contexto pandémico.

Por exemplo, o FBI criou uma linha de denúncia digital para solicitar imagens de pessoas supostamente envolvidas em atividades criminosas durante os protestos.

Já o Serviço de Inspeção Postal dos EUA – a agência mais antiga em operação nos EUA – usou Clearview A.I. para identificar pessoas suspeitas de vandalizar propriedades dos Correios, abrir e roubar correspondências, e despoletar incêndios durante os protestos.

Outras agências que usaram o reconhecimento facial, escreve o VICE, incluem o US Marshals Service, o Bureau of Alcohol, Tobacco, Firearms and Explosives, e a US Capitol Police.

A divulgação confirma aquilo que muitos ativistas e manifestantes já tinham dito. No ano passado, durante os protestos, os ativistas pediram que as imagens, sobretudo as que incluíam os rostos dos manifestantes, não fossem partilhadas por receio de retaliações.

Neste sentido, têm sido movidas várias ações em todo o país com o objetivo de proibir o uso de tecnologia de reconhecimento facial, devido ao preconceito que tem sido estabelecido contra mulheres e pessoas negras.

Recentemente, o Congresso também reintroduziu um projeto de lei que proíbe a utilização de tecnologia de reconhecimento facial indefinidamente.

  ZAP //

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