Bielorrússia vai entrar na guerra, diz Zelenskyy. Sanções levam Rússia ao 1.º incumprimento desde 1918

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(h) UKrainian Presidential Press Service / EPA

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy

A Bielorrússia está a ser “arrastada para a guerra” na Ucrânia, afirmou no domingo o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, num discurso no qual apelou à revolta da população bielorrussa, que não “é escrava nem carne para canhão”. “Vocês não têm de morrer”, disse o chefe de Estado.

“Vocês não têm de morrer. E podem prevenir que decidam por vocês o que vos espera a seguir”, indicou no seu discurso ao país, acrescentando, citado pelo Observador, que “tudo depende dos cidadãos da Bielorrússia”.

“Eu sei que podem recusar participar nesta guerra. A vossa vida pertence-vos, não ao Kremlin”, referiu, apontando: “as pessoas da Bielorrússia apoiam a Ucrânia, apoiam-nos e não à guerra”, e é “por isso que a liderança russa quer levar todos os bielorrussos para a guerra, eles querem semear o ódio entre nós”.

Zelenskyy garantiu que a Ucrânia “vai defender-se dos ataques de qualquer direção e de qualquer arma”, sublinhando que “qualquer pessoa, qualquer pessoa normal em qualquer país, em particular na Bielorrússia, pode contribuir para a proteção da vida”.

No sábado, o Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, reuniu-se com o seu homólogo russo, Vladimir Putin. Os dois líderes discutiram as questões de segurança na Europa e o chefe de Estado da Rússia prometeu que enviaria sistemas de mísseis com capacidade militar para território bielorrusso.

Sobre o ataque contra Kiev, Zelenskyy ironizou: “O segundo maior exército do mundo triunfantemente ‘derrotou’ um jardim de infância e um centro residencial”. “Mísseis também atingiram a região de Mykolaiv, a região de Chernihiv, Odessa, Cherkasy”, indicou o Presidente ucraniano.

Rússia falha pagamento da dívida externa

A Rússia entrou em ‘default’ ao falhar o prazo de pagamento de 100 milhões de dólares em juros a detentores de dívida, pela primeira vez desde 1918, avançou a Bloomberg, consequência das sanções ocidentais cada vez mais duras.

Alexei Danichev / Kremlin / EPA

No domingo à noite, o período de carência dos cerca de 100 milhões de dólares em juros que deveriam ter sido pagos a 27 de maio expirou. Por enquanto, esse incumprimento é sobretudo simbólico e pouca relevância tem para os russos, que enfrentam uma inflação de 16,7% e a contração económica mais severa em anos.

Desde março, as sanções ocidentais têm causado perturbações, as reservas em divisas do banco central permanecem congeladas e os maiores bancos estão isolados do sistema financeiro mundial. Putin nega estas situações e, até agora, garantia ter os fundos para os pagamentos, provenientes das vendas petróleo e gás ao exterior.

“Licença para manipular outros países”

Durante a cimeira do G7, que arrancou no domingo, em Munique, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, advertiu o Presidente francês, Emmanuel Macron, que resolver o conflito agora na Ucrânia apenas causaria “instabilidade duradoura” na Europa, após o chefe de Estado francês ter sugerido que a Rússia não deveria sair humilhada no processo de prossecução da paz na Europa.

Ao Telegraph, um porta-voz do primeiro-ministro britânico indicou que, nas atuais circunstâncias, Boris acredita que o fim do conflito seria encarado como uma vitória para o Presidente russo, dando a “Putin licença para manipular quer os países soberanos, quer os mercados internacionais perpetuamente”.

Apesar da crítica dirigida ao Presidente francês, os dois líderes concordaram em “continuar a trabalhar” em conjunto em “áreas” como a “defesa e a segurança”, defendendo ambos que o Ocidente deve enviar mais armamento para a Ucrânia.

Antes da cimeira, Boris elogiou a Alemanha na sua resposta à invasão da Rússia à Ucrânia. Para o primeiro-ministro britânico, o chanceler alemão Olaf Scholz fez “grande avanços”, tendo em conta que “40% do gás” que chega à Alemanha vem da Rússia.

  Taísa Pagno , ZAP //

7 Comments

  1. O Hitler foi humilhado, o Putin tem de ser humilhado, não são diferentes.
    Claro que a Bielorrússia vai entrar na guerra em direção a Kiev. Para o Putin já morreram muitos russos, agora vai empurrar os Bielorussos para carne de canhão.

  2. Rússia empurra Bielorrússia para a guerra. Ok! Normal e espectável. E os países Ocidentais, os que supostamente estão a ajudar a Ucrânia, vão fazer o quê?

    Eu digo-vos: Quase nada!

    Se a Ucrânia pedir 1000 espingardas, mandam 150 fisgas. Se pedirem 500 tanques, mandam 200 trotinetes elétricas. Se pedirem aviões… Nah!!! Vcs não sabem pilotar os nossos aviões. Se alguém quiser dar os que eles sabem pilotar obtendo outros para substituir os oferecidos à Ucrânia…. NAAAHHHH!!!! O Putin pode ficar chateado.

    Os EUA, UK e UE estão, PROPOSITADAMENTE, a manter este conflito em banho maria. Só não vê quem não quer.

    • E o que mais podem fazer os países ocidentais? Algumas pessoas não percebem que uma escalada na guerra, irá levar a uma terceira guerra mundial, a qual será NUCLEAR. E nessa guerra aí, não se vão contar os mortos, mas sim os vivos que sobrarem.
      O que os países ocidentais devem fazer, no caso da guerra da Ucrânia, é o que já estão a fazer. Ajudar a Ucrânia tanto quanto possam, e travar uma guerra ECONÓMICA contra a Rússia, e neste caso a Bielorrússia.
      O problema é que os povos ocidentais estão já demasiado acostumados a uma vida demasiado confortável, e só irão apoiar essa guerra económica enquanto a Ucrânia estiver nas notícias. Assim que a opinião pública se des-sensibilizar quanto à Ucrânia, a população irá reclamar porque não pode ir comer fora todos os dias, porque os preços aumentaram, ou que não podem passear de carro todos os fins de semana, porque a gasolina está cara.
      A maioria da população ainda não percebeu que a guerra na Ucrânia é uma batalha da guerra que já existe entre as democracias ocidentais e os regimes autoritários e expansionistas. E se as pessoas não perceberem isso rápido, e não se mentalizarem que serão necessários sacrifícios nessa guerra, não serão as democracias a ganhá-la.
      Tal como aconteceu com o Império Romano há 1600 anos, que foi derrotado pelos bárbaros devido às suas divisões internas, o mesmo irá acontecer com as democracias ocidentais. Serão isoladas do resto do mundo, algumas deixarão de ser democracias devido à tomada do poder por pessoas e partidos extremistas, e as que resistirem terão uma vida bastante difícil. As democracias e os seus povos.

      • E o que mais podem fazer os países ocidentais? E que tal crescer um par de tomates e usá-los?

        Temos 3 alternativas:
        1. Não fazer nada
        2. Ajudar realmente a Ucrânia (PORQUE É ISSO QUE ESTÁ CERTO!!) e lidar com as consequências disso (PORQUE É ISSO QUE ESTÁ CERTO!!).
        3. Salvar a face junto de pessoas como o Sr., fazendo de conta que estamos a fazer o que se pode e manter o conflito em banho-maria às custas das vidas do Ucranianos e sempre na esperança que a Ucrânia se renda porque isto de ajudar o próximo dá muita despesa.

  3. Não percebo nada de politica externa mas o que a Russia não está a vender à Europa está a vender à China e a outros paises comunistas amigos.
    Mesmo que venda 30 ou 40% menos acaba por “faturar” o mesmo face ao incremento do preço de muitos produtos como é o caso do gás, do petróleo ou do aço.
    A população russa pode sobrer com o pseudoembargo mas também nós estamos a sobrer com o aumento de preços generalizado sendo certo que os que mais estão a sofrer são o povo ucraniado como é obvio.

    Quem ganha com isto tudo? os mesmo de sempre seja na Russia, na China, na Europa… pois vendem menos por mais gerando mais riqueza/lucro.

    Se a situação se prolongar ainda vai ser pior porque agora estamos a entrar no verão mas quando se entrar novamente no inverno muitos dos paises vão ter que pedir por favor para a Russia lhes vender o gás porque simplesmente não à alternativa. nessa altura quero ver o que vai fazer a alemanha????

  4. Para onde estamos indo agora? O profeta Daniel escreve: “E [o rei do norte = Rússia desde a segunda metade do século XIX. (Daniel 11:27)] tornará para a sua terra com muitos bens [1945], e o seu coração será contra a santa aliança [a União Soviética introduziu o ateísmo estatal e os crentes foram perseguidos]; e vai agir [isso significa alta atividade no cenário internacional], e voltará para a sua terra [1991-1993. A dissolução da União Soviética e o Pacto de Varsóvia. As tropas russas retornaram a sua terra]. No tempo designado voltará [as tropas russas voltarão para onde estavam anteriormente estacionadas. Isto também significa ação militar, grande crise, desintegração da União Europeia e da NATO. Muitos países do antigo bloco de Leste voltará à esfera de influência russa]. E entrará no sul [por causa do conflito étnico (Mateus 24:7)], mas não serão como antes [Geórgia – 2008] ou como mais tarde [ação militar subseqüente na Europa Oriental também não se transformará em uma conflagração global. Isso acontecerá mais tarde], porque os habitantes das costas de Quitim [o distante Ocidente, ou para ser mais preciso, os americanos] virão contra ele, e (ele) se quebrará [mentalmente], e voltará atrás”. (Daniel 11:28-30a) Desta vez será uma guerra mundial, não só pelo nome. A “poderosa espada” também será usada. (Apocalipse 6:4) Jesus o caracterizou assim: “coisas atemorizantes [φοβητρα] tanto [τε] quanto [και] extraordinárias [σημεια] do [απ] céu [ουρανου], poderosos [μεγαλα] serão [εσται].”
    É precisamente por causa disso haverá tremores significativos ao longo de todo o comprimento e largura das regiões [estrategicamente importantes], e fomes e pestes.
    Muitos dos manuscritos contém as palavras “e geadas” [και χειμωνες].
    A Peshitta Aramaica: “וסתוא רורבא נהוון” – “e haverá grandes geadas”. Nós chamamos isso hoje de “inverno nuclear”. (Lucas 21:11)
    Em Marcos 13:8 também há palavras de Jesus: “e desordens” [και ταραχαι].
    A Peshitta Aramaica: “ושגושיא” – “e confusão” (sobre o estado da ordem pública).
    Este sinal extremamente detalhado se encaixa em apenas uma guerra.
    Mas todas essas coisas serão apenas como as primeiras dores de um parto. (Mateus 24:8)
    Este será um sinal de que o “dia do Senhor” (o período de julgamento) realmente começou. (Apocalipse 1:10; 2 Tessalonicenses 2:2)

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