Biden já canta vitória: “Vamos ganhar esta eleição com uma maioria clara”

Jim Lo Scalzo / EPA

O candidato democrata à Casa Branca Joe Biden reconheceu, na sexta-feira, que ainda não ganhou as eleições presidenciais de 3 de novembro, mas afirmou que os números indicam que terá uma “vitória clara e convincente”.

“Ainda não temos uma declaração final de vitória, mas os números mostram-nos que é clara. Mostram-nos uma história clara e convincente. Vamos ganhar esta eleição”, disse o candidato democrata.

“Olhem bem para o que aconteceu desde ontem. Há 24 horas estávamos atrás na Geórgia, agora estamos à frente, e vamos ganhar o estado. Há 24 horas estávamos atrás na Pensilvânia, e vamos ganhar a Pensilvânia”, disse. “E agora estamos à frente, mas estamos a ganhar no Arizona, estamos a ganhar no Nevada, na verdade a nossa vantagem duplicou no Nevada. Estamos no caminho de alcançar mais de 300 votos no colégio eleitoral”.

Através do Twitter, Biden realçou que vão ser os primeiros democratas a ganhar no Arizona em 24 anos e os primeiros democratas a ganhar na Geórgia em 28 anos. “E reconstruímos o muro azul no centro do país, que se desmoronou há quatro anos. Pensilvânia, Michigan, Wisconsin, as terras no coração deste país”, acrescentou.

“É tempo de nos unirmos”, declarou Joe Biden, numa breve intervenção em Wilmington, no estado do Delaware, no nordeste do país, enquanto continuam sem serem conhecidos os resultados finais do escrutínio de terça-feira.

“Devemos ultrapassar a cólera”, acrescentou, e prometeu também trabalhar, a partir do “primeiro dia” na Casa Branca para combater a pandemia da covid-19, que já causou um total de mais de 236 mil mortos e de mais de 9,7 milhões de casos no país.

Biden salientou que “não está à espera para começar a trabalhar”, tendo mantido reuniões, juntamente com a senadora Kamala Harris, candidata a vice-Presidente, sobre a situação da covid-19 e a economia no país.

“Não temos mais tempo a perder com guerras partidárias”, sublinhou, dirigindo-se a milhões de norte-americanos desempregados e com dificuldades em pagar a renda ou comprar comida.

Até agora, nenhum dos dois candidatos, Biden ou o atual Presidente norte-americano, Donald Trump (republicano), atingiram os 270 votos do Colégio Eleitoral necessários para ser declarado vencedor, de acordo com a contagem da agência de notícias Associated Press (AP).

Trump, que denunciou a existência de fraudes eleitorais, sem apresentar quaisquer provas, apresentou ações judiciais nos estados da Pensilvânia, do Michigan e da Geórgia para invalidar votos em Joe Biden e anunciou também que ia recorrer ao Supremo Tribunal.

“Biden não deve reivindicar, erradamente, o cargo de Presidente”

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse hoje que o candidato democrata Joe Biden não deve reivindicar a vitória de forma “ilegítima”, numa altura em que o seu oponente parece muito próximo de assegurar a vitória.

“Joe Biden não deve reivindicar ilegitimamente a presidência”, escreveu o republicano numa mensagem publicada na rede social Twitter.

“Eu também não a poderia reclamar. Os procedimentos legais estão apenas a começar”, disse ainda, citado pela agência AFP.

Até ao momento, ainda nenhum órgão de comunicação social norte-americano designou o vencedor das eleições presidenciais.

Uma vitória no Estado da Pensilvânia permitiria a Biden ultrapassar a barreira dos 270 “Grandes Eleitores” do Colégio Eleitoral necessários para assegurar a Casa Branca, noticia a agência EFE. Com esse resultado, alcançaria 284 ou 273, dependendo se o Estado do Arizona for contabilizado ou não a favor do democrata.

Já o caminho de Trump para a reeleição para estar a estreitar-se e tem de passar necessariamente por vitórias na Pensilvânia e Geórgia, bem como em outros Estados importantes.

As autoridades da Geórgia anunciaram sexta-feira que haverá uma recontagem de votos no Estado, devido ao acerto dos resultados, não se esperando um vencedor definitivo até ao final do mês.

“Continuaremos neste processo em todos os aspetos da lei, para garantir que o povo americano tenha confiança no Governo. Nunca vou parar de lutar por vocês e pelo nosso país”, destacou Trump, através de um comunicado difundido hoje pela sua campanha.

ZAP ZAP // Lusa

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4 COMENTÁRIOS

  1. Com as políticas propostas por Biden, ou a falta delas estou curioso com o que vai acontecer ao comum dos mortais Americano.

    Curioso como um candidato (Biden) que deveria estar a ser investigado poderá tornar-se o próximo POTUS, com Kamala que pouco ou nada fez na CA (e que “dizimou” Biden) — politiquices pois claro.

    Vejamos as “cenas dos próximos episódios”…

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