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Baterias de potássio podem ser a derradeira alternativa às de lítio

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Uma equipa de cientistas desenvolver baterias de potássio que podem rivalizar com as baterias de iões de lítio, comummente utilizadas em carros elétricos e telemóveis.

As baterias de iões de lítio são bastante comuns nos dias que correm, sendo bastante usadas em veículos elétricos ou nos telemóveis, por exemplo. No entanto, a exploração do lítio é dispendiosa e levanta várias questões ambientais, como as que temos verificado em Portugal.

Agora, novas alternativas estão a surgir, com destaque para as baterias de potássio. Para além de ser um material muito mais barato e abundante, o potássio é também muito mais fácil de ser trabalhado, algo que reduz os custos de manufaturação. Segundo o New Atlas, através de ânodos metálicos de potássio, as baterias podem ser construídas com densidades de energia comparáveis às oferecidas pelo lítio.

O problema até ao momento tem sido a formação de dendritos. À medida que o tempo vai passando e a bateria vai sendo carregada e descarregada, pequenos bocados de metal começam a agarrar-se ao ânodo. Isto leva a que, muito resumidamente falando, a bateria perca vida útil.

A solução parece ter sido agora encontrada com esta nova bateria de potássio que, de acordo com os investigadores, consegue autorregenar-se e limpar os dendritos enquanto carrega. Um estudo foi publicado esta segunda-feira na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America.

A técnica consista em carregar e descarregar a bateria em alta velocidade. Isto pode parecer algo estranho, já que é o contrário daquilo que nos é recomendado se queremos prolongar ao máximo a vida útil das nossas baterias. Todavia, em circunstâncias específicas, os cientistas argumentam que conseguem controlar a temperatura específica das baterias e evitar que os dendritos causem curto-circuitos.

“Com esta abordagem, a ideia é que à noite ou sempre que você não estiver a usar a bateria, você teria um sistema de gestão de bateria que aplicaria calor local que faria com que os dendritos se recuperassem”, disse Nikhil Koratkar, o autor principal do estudo. “Quero ver uma mudança de paradigma nas baterias de metal. As baterias de metal são a maneira mais eficiente de construir uma bateria; no entanto, devido a esse problema de dendritos, elas não eram viáveis. Com potássio, tenho mais esperança“.

  ZAP //

2 Comments

  1. A par dos “dentritos” e outras baboseiras, este artigo impressiona pela falta de de preparação do estagiário que o escreveu.

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