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DJs, canetas e lanches. Autarquias gastaram mais de 10 milhões no processo de vacinação

Patricia De Melo Moreira / AFP

Enfermeiros, espaços, equipamentos, segurança, serviços de limpeza e refeições. As autarquias gastaram mais de 10 milhões de euros no processo e vacinação.

Até agora, as Câmaras Municipais gastaram dezenas de milhões de euros com o processo de vacinação. Entre os custos estão o aluguer de tendas e aparelhos de climatização, computadores, contratação de enfermeiros, serviços de limpeza e segurança ou compra de garrafas de água, avança o Correio da Manhã.

A estes custos relacionados com contratos celebrados desde o início do ano, acresce a despesa da Direção-Geral da Saúde (DGS) com as vacinas contra a covid-19, que pode ascender a 241 milhões de euros.

Em declarações ao matutino, o Tribunal de Constas (TC) admite que, no âmbito “do planeamento das ações de fiscalização”, o processo de vacinação é uma “das suas preocupações”, estando a “acompanhar o processo”.

As maiores Câmaras do país gastaram mais de 10 milhões de euros, sendo Lisboa o município com maior despesa: 3,5 milhões. Neste valor estão incluídos custos com “a mobilização de meios técnicos e logísticos como tendas, divisórias, desfibrilhadores, serviços de limpeza, painéis de sinalética, sistema de climatização, distribuição de kits de conforto aos utentes para o período de recobro”.

O CM revela que só em kits de fruta foram gastos mais de 380 mil euros.

Em Sintra, os valores atingiram os 2,88 milhões de euros. Cascais gastou 2,87 milhões, 62 mil dos quais em sacos de lanche e 39 mil euros em canetas, de acordo com o portal Base do Governo.

Já o Seixal gastou 57 mil em máscaras para distribuir nos centros de vacinação, Odivelas pagou 3.200 euros pela animação com um DJ e Vila Nova de Famalicão celebrou um contrato de 70 mil em serviços de vigilância.

  ZAP //

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