Australiana ligou ao 911 a pedir ajuda mas acabou morta por um polícia

(dr) Facebook

Justine Damond com o noivo

Uma australiana de 40 anos foi morta, no sábado passado, no Minnesota, nos EUA, na sequência de um tiro disparado por um agente da polícia, depois de ter ligado a reportar uma possível agressão sexual na vizinhança.

Segundo a BBC, o noivo de Justine Damond e a restante família estão “desesperados” para saber o que aconteceu ao certo no sábado passado. Don Damond afirma que ainda não receberam quase nenhuma informação por parte das autoridades.

O tiroteio aconteceu num bairro tranquilo em Minneapolis, no Minnesota, quando um dos agentes da polícia que respondia ao pedido de ajuda da australiana, que tinha ligado para o número de emergência a reportar uma alegada agressão sexual, atingiu-a com um tiro.

“Como sabem, foi Justine quem ligou para o 911 no sábado, a reportar o que pensava ser uma agressão sexual nas imediações. Infelizmente, tanto os seus familiares como eu, não fomos capazes de obter qualquer informação adicional por parte das autoridades sobre o que aconteceu depois de a polícia ter chegado”, afirmou, esta segunda-feira, numa conferência de imprensa à porta de casa.

De acordo com o Minneapolis Star-Tribune, a australiana estava de pijama quando se aproximou do condutor da viatura da polícia para tentar falar com os agentes. Foi então que o polícia que estava sentado no lugar do passageiro, identificado pela imprensa local como Mohamed Noor, disparou através da janela.

(dr)

O agente Mohamed Noor, 31 anos, é o autor do disparo que vitimou Justine Damond

De acordo com a BBC, as câmaras instaladas nas fardas dos agentes não estavam a funcionar naquele momento. As autoridades já anunciaram que há uma investigação em curso e que estão à procura de outros vídeos do incidente. Entretanto, o advogado do agente da polícia, Tom Plunkett, já confirmou que foi o seu cliente quem disparou a arma.

“Partilho das mesmas questões que outras pessoas têm sobre o facto de não termos as imagens das câmaras das fardas. Espero ter respostas a isso nos próximos dias”, afirmou a autarca Betsy Hodges, que diz estar “profundamente perturbada” com este caso.

Nos últimos anos, os EUA têm sido palco de várias mortes associadas à violência policial, sobretudo, de cidadãos afro-americanos, o que tem suscitado um grande debate no país.

ZAP //

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2 COMENTÁRIOS

  1. Se fosse um policia branco a abater um civil negro era racismo, mas como foi um policia negro a abater um civil branco é uma morte na sequência de um tiro disparado por um agente da polícia…..

  2. Como o policia tem cara de parvo e ainda por cima é negro, está tudo bem .
    Se fosse ao contrario , já estava a pretalhada toda aos berros , que o policia branco racista tinha morto um deles .
    Até essa esganiçada da Catarina Martins essa esganiçada , ia nos protestos

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