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Aumentos na Função Pública vão ficar abaixo da inflação

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Olivier Hoslet / EPA

O Governo está a preparar um aumento salarial na Função Pública, em 2023, que deverá ser inferior à taxa de inflação registada neste ano.

As últimas previsões da Comissão Europeia apontam que a taxa inflação deverá atingir os 6,8%. A par disso, o Governo planeia uma proposta de atualização dos ordenados dos funcionários públicos que poderá não ultrapassar os 3%, avança o Correio da Manhã.

A confirmar-se este cenário, o secretário-geral da Frente Sindical da Administração Pública (FESAP) já avisou que “a negociação com o Governo vai ser dura”.

O Executivo está a preparar o Orçamento do Estado para 2023 com o peso dos riscos do prolongamento da guerra na Ucrânia e da consequente crise energética.

Em abril, trabalhadores da Função Pública já tinham ameaçado sair à rua com protestos e greves caso não os aumentos salariais não fossem superiores a 0,9%. A ideia era compensar a subida da inflação que, na altura, se previa ser de 4%.

“Os funcionários públicos não aceitam este Orçamento que não dá resposta ao aumento geral dos salários em 90€, sobretudo perante uma inflação galopante que vai absorver os aumentos previstos pelo Governo”, disse então o coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana.

Apesar das ameaças, o Governo pretende atuar com prudência, face ao possível impacto que um maior aumento de salários teria nas contas públicas. Além disso, o Governo de António Costa espera que a taxa de inflação seja mais baixa em 2023.

“Os trabalhadores da Administração Pública e os trabalhadores em geral não estão em condições de aceitar um aumento salarial que não contemple a inflação”, atirou José Abraão, secretário-geral da FESAP, citado pelo Correio da Manhã. “Defendemos sempre que tem de haver um aumento superior à inflação, para repor a inflação e recuperar parte do poder de compra perdido antes”.

  ZAP //

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