Aumento na prestação do crédito à habitação pode chegar aos 300 euros

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Com o retorno dos juros positivos, consequência da subida das taxas Euribor, haverá um agravamento significativo das prestações mensais ao banco até ao verão do próximo ano, na ordem das centenas de euros.

Num artigo publicado esta sexta-feira, o Expresso divulgou as simulações solicitadas à Deco Proteste para créditos à habitação a 30 anos e de taxa variável indexada à Euribor a seis meses, apontando as possíveis subidas das prestações, após anos em valores negativos e de terem atingido mínimos históricos em dezembro de 2021.

No final de 2021, a Euribor a três meses estava em -0,572%, a taxa a seis meses nos -0,546% e a Euribor a 12 meses em -0,501%. Valores que comparam com -0,338%, -0,045%, e 0,39% registada na terça-feira. Os contratos de futuros sobre a Euribor a três meses têm vindo a antecipar o regresso da taxa a terreno positivo.

Em Portugal, mais de 93% dos créditos à habitação são de taxa de juro variá­vel indexada à Euribor, segundo os últimos dados do Banco de Portugal. O valor do aumento da prestação depende da dimensão que a subida das taxas Euribor, do capital em dívida, do spread do contrato e o indexante usado.

Num cenário para contratos a Euribor a três meses, e com uma subida da taxa a seis meses da mesma ordem, uma família com um empréstimo de 150 mil euros, com um spread de 1% e com prestação revista em janeiro, vai pagar mais 160 euros por mês até julho de 2023 (quando a Euribor a seis meses deverá rondar 1,67%).

Já num cenário em que a Euribor a seis meses atinja 2%, o aumento na prestação chega aos 187 euros. Para um empréstimo de 250 mil euros e um spread de 1,5%, o aumento na prestação chega aos 278 euros em julho do próximo ano, atingindo 324 euros se a Euribor chegar aos 2%.

Ainda, tendo em conta os contratos de futuros sobre a Euribor a três meses e assumindo uma subida da mesma ordem na taxa a seis meses, o aumento pode chegar aos 278 euros mensais até ao verão de 2023. E se a Euribor a seis meses atingir 2%, ultrapassar 300 euros.

  ZAP //

5 Comments

    • Essa ideia de que as crises se devem aos “poderosos e suas fraudes” é uma ideia grosseiramente ingénua.
      As crises são partem intrínseca da economia, de qualquer economia (até na URSS havia crises económicas). E podem acontecer mesmo que todos os intervenientes siga escrupulosamente a lei.

  1. Aleluia! Vivemos uma vida impraticável e as pessoas sabendo que nao podem viver assim chulam os próximos pensando que vao ficar ricos ao vender casas!

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