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Atenas precisa de “seis semanas no máximo” para elaborar propostas

εγω / Wikimedia

O ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis

Atenas precisa de “seis semanas no máximo” para elaborar “propostas alternativas à austeridade” e já está a negociar com o Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmou o ministro das Finanças grego em declarações à imprensa italiana hoje divulgadas.

“Vão ser necessárias no máximo seis semanas: é o tempo que pedimos aos parceiros europeus para poder terminar um programa coerente de propostas alternativas à austeridade da troika” de credores, declarou o ministro das Finanças grego, Yanis Varufakis, em declarações ao diário italiano Il Messaggero.

Confrontado com uma dívida colossal de mais de 300 mil milhões de euros, o novo Governo, de esquerda, tenciona reembolsar integralmente o Banco Central Europeu (BCE), fazendo o primeiro pagamento a 20 de julho, adiantou.

Para a dívida ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e aos países, “nós propomos uma substituição por novos títulos, a taxas de mercado, atualmente muito baixas, com uma cláusula segundo a qual começaremos a reembolsar quando a Grécia registar um crescimento sólido“, explicou.

“Também começámos negociações com o FMI. Não percebo porque é que não haveria de aceitar um adiamento como faz sempre em casos deste tipo”, adiantou o ministro, atualmente em digressão em várias capitais europeias.

Varufakis referiu ainda ao Il Messaggero, que além das seis semanas, a Grécia pede “a possibilidade de fazer reformas socialmente compatíveis, a aceitação do facto que as propostas e as soluções devem, antes de tudo, visar uma resolução da crise humanitária, e a tomada de consciência que a crise da Grécia é acima de tudo uma crise europeia”.

Varufakis, que esteve na terça-feira em Roma, encontrou-se esta quarta-feira com o presidente do BCE, Mario Draghi, e deverá reunir-se na quinta-feira em Berlim com o homólogo alemão, Wolfgang Schauble.

Em Roma, Varufakis explicou que a Grécia procurava reencontrar uma “estabilidade suficiente e um ritmo orçamental” que lhe permitam poder começar a debater com os seus parceiros europeus para concluir um “novo acordo a 1 de junho” com os países da zona euro, o FMI e o BCE.

/Lusa

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