Arménia e Azerbaijão “à beira de uma guerra”. Confrontos fazem pelo menos 39 mortos

(h) NKR Defense Army / EPA

Os combates deste domingo entre o Azerbaijão e as forças separatistas apoiadas pela Arménia, em Nagorno-Karabakh, fizeram pelo menos 39 mortos, incluindo sete civis, de acordo com informações de ambas as partes.

Pelo menos mais 15 soldados separatistas morreram na região de Nagorno-Karabakh, nos combates com o Azerbaijão, elevando o total de mortos para 39, segundo um novo balanço oficial. De acordo com as autoridades do território separatista, citadas pela agência de notícias France-Presse (AFP), o número dos seus soldados mortos desde o início dos combates, no domingo, subiu para 32.

Cinco civis do Azerbaijão e dois civis arménios do enclave também morreram nos combates, de acordo com a informação já divulgada no domingo.

O Azerbaijão ainda não anunciou as suas perdas militares.

O balanço pode ser muito superior, uma vez que ambos os lados afirmam ter infligido centenas de baixas à oposição.

Este é o número mais alto de mortes desde 2016, depois dos confrontos entre os beligerantes terem atingido cerca de 100 mortos no total. Na altura, as hostilidades fizeram recear uma guerra aberta entre o Azerbaijão e a Arménia pelo controlo do enclave de Nagorno Karabakh.

O Arzebaijão e a Arménia acusam-se mutuamente de terem iniciado este domingo as hostilidades e declararam a lei marcial, mantendo uma linguagem beligerante.

O Azerbaijão, além de ter declarado este domingo a lei marcial no país, fez também saber que o recolher é obrigatório na capital, Baku, e em várias outras cidades importantes, após a escalada de violência entre separatistas de Nagorno-Karabakh apoiados pela Arménia e as forças azeris.

O país anunciou a total mobilização da população masculina, pedindo que “o pessoal ligado às forças armadas a apresentar-se nas suas comissões militares territoriais”.

O Azerbaijão refere ter conquistado territórios, o que a Arménia nega, alegando também que o exército arménio sofreu baixas, incluindo a queda de helicópteros e a destruição de blindados.

Nagorno-Karabakh é uma região separatista do Azerbaijão, habitada principalmente por arménios e apoiada pela Arménia. Os combates ocorrem regularmente entre separatistas e azeris, numa tensão permanente entre os executivos da capital da arménia, Erevan, e do Azerbaijão, Baku.

Território do Império Russo disputado pela Arménia e Azerbaijão durante a guerra civil após a revolução bolchevique de 1917, Nagorno-Karabakh, habitado maioritariamente por arménios, foi anexada em 1921 por Josef Estaline à República Socialista Soviética do Azerbaijão, tendo obtido, a partir de 1923, um estatuto autónomo.

Países estão “à beira de uma guerra”

De acordo com o Observador, o primeiro-ministro da Arménia, Nikol Pashinian, classificou os ataques do Azerbaijão como uma declaração de guerra. “O regime autoritário [do Azerbaijão] declarou novamente a guerra ao povo arménio”, afirmou, num discurso transmitido pela televisão estatal arménia.

Pashinian considerou que dos dois países estão “à beira de uma guerra de envergadura”, que terá “consequências imprevisíveis” e que poderá estender-se para além do Cáucaso.

O primeiro-ministro disse ainda que o país está “pronto” para um conflito, indicando “ser claro” que o ódio propagado contra os arménios no Azerbaijão “não podia dar outro resultado que não a guerra”. O governante pediu à comunidade internacional que intervenha no conflito e que previna uma escalada de hostilidades na região.

Já Ilham Aliev, primeiro-ministro do Azerbeijão, garantiu que o país “não vai entregar as suas terras a ninguém” e que irá “restaurar a justiça histórica”. “Estamos na nossa terra. Não queremos a dos outros. Mas a nossa não a entregaremos a ninguém”, disse.

Aliev insistiu que o conflito “não pode ter meias soluções”. “Nunca permitiremos a criação do assim chamado ‘segundo Estado arménio’ em território do Azerbaijão. E os êxitos [na esfera militar] são prova disso”, referiu. “Já o disse muitas vezes e hoje repito-o: devemos fazê-lo de tal maneira para que o povo azeri fique satisfeito. Temos de restabelecer a justiça histórica e temos de o fazer para restaurar a integridade territorial do Azerbaijão”.

Comunidade internacional apela ao fim do conflito

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, também se manifestou sobre as “informações sobre as hostilidades” em Nagorno-Karabakh, que considerou “fonte das mais graves inquietações”. “A ação militar deve cessar imediatamente, para impedir qualquer escalada [da violência] A única via possível é um regresso imediato às negociações, sem quaisquer pré-condições”, escreveu no Twitter.

A Alemanha e a França tambem já se mostraram preocupadas com a situação.

O Presidente russo, Vladimir Putin, apelou ao fim das hostilidades no enclave separatista arménio de Nagorno-Karabakh, numa conversa telefónica com o primeiro-ministro da Arménia, Nikol Pashinian.

“Todos os esforços devem ser feitos agora para evitar uma nova escalada do conflito, sendo fundamental a suspensão das ações militares”, afirmou Putin, citado pelo Kremlin em comunicado. A Rússia ofereceu-se para mediar o conflito.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo apelou a um imediato cessar-fogo e ao início de conversações para resolver a situação na região. “A situação na zona de Nagorno-Karabakh deteriorou-se consideravelmente e instamos as partes a respeitarem um cessar-fogo imediato e a darem início a negociações com o objetivo de estabilizar a situação”, disse.

O Irão também apelou ao fim da confrontação militar entre a Arménia e o Azerbaijão no enclave azeri de Nagorno-Karabakh e também se manifestou disposto a mediar o conflito entre os dois países vizinhos.

Já a Turquia manifestou “apoio total” ao Azerbaijão na disputa contra a Arménia, disponibilizando quaisquer equipamentos militares que o país venha a solicitar.

ZAP // Lusa

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1 COMENTÁRIO

  1. – A guerra é a saída cobarde para os problemas da paz. (Thomas Mann)

     Cuidado com a besta (666)!!!
    A besta anda à solta com o rosto da liberdade, encontrando-se escondida no ego de cada um, quando menos contamos, ela se manifesta contrariando até os melhores princípios de educação moral, profissional e ético.
    O seu rosto multifacetado, com facilidade se disfarça no mais correcto, simples e corrupto cidadão, não escolhe cor, personalidade, religião, partido político, idade, nem estrato social.
    Cuidado!!!
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    A besta, é bem falante, brutamontes, culta, inculta, orgulhosa, ignorante, presunçosa, ambiciosa, arrogante, avarenta, ciumenta, covarde, egoísta, falsa, frustrada, hipócrita, incoerente, psicologicamente sofrendo do complexo de superioridade/inferioridade, falta de humildade, incrédula, indecisa, insatisfeita, insegura, insensata, insensível, invejosa, reactiva, dependendo do meio onde se incorpora/desenvolve e o ambiente por ela criada. Moralidade, é assunto que não lhe interessa, o que lhe importa são números, e bens materiais, criando barreiras entre os seus congéneres e contra a lei da harmonia, fraternidade, equidade, impondo a sua vontade em função do seu estatuto social e institucional.
    A besta é activa, passiva, negligente, provocadora, corruptora, autoritária, ardilosa, conseguindo racional ou irracionalmente, consciente ou inconscientemente os seus objectivos, tendo como propósito espezinhar, escravizar, parasitar, roubar, violar, traficar, desrespeitar, assassinar, injustiçar, enganar, provocar guerras, justificando os seus actos de terror, demoníacos, em nome disto ou daquilo, etc., etc., sentindo-se realizada e feliz, vivendo à custa das suas vítimas, do trabalho e humildade do seu semelhante.
    Agora mesmo e sempre, a besta está activa e a manifestar-se em alguém, nos quatro cantos do mundo, onde quer que esteja, o seu lema é querer subalternizar/escravizar, enganar o seu semelhante…

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