Angola lançou o seu primeiro satélite (e desmente que o tenha perdido)

A Rússia perdeu hoje o contacto com o primeiro satélite angolano de telecomunicações Angosat, lançado na terça-feira do cosmódromo de Baikonur no Cazaquistão, segundo uma fonte espacial russa.

Receia-se que este possa ser um novo revés para a Roscosmos, depois de, a 28 de novembro, a agência espacial russa ter perdido o contacto com o foguete Soyuz 2.1b, poucos minutos após o lançamento, que se destinava a colocar em órbita, entre outros, o satélite meteorológico Meteor-M.

O contacto com o Angosat-1 cessou temporariamente, perdemos a telemetria”, indicou a fonte russa à agência France Presse, acrescentando esperar restabelecer o contacto com o satélite.

Entretanto, as autoridades angolanas asseguraram que o Angosat-1 está sob controlo, desmentindo as notícias divulgadas segundo as quais a Rússia tinha perdido o contacto com o aparelho.

Em declarações hoje aos jornalistas no final do Conselho de Ministros, o secretário de Estado para as Tecnologias de Informação, Manuel Homem, desmentiu que existam problemas nos contactos com o satélite, cumprindo-se o que estava previsto.

Segundo o governante angolano, o que “aconteceu é que de facto o lançamento do satélite ocorreu esta terça-feira. O satélite fez o seu percurso normal, está na órbita para o qual foi planificado” e “temos sob controlo o satélite“, disse Manuel Homem, citado pela agência noticiosa angolana Angop.

O primeiro satélite angolano, Angosat-1, um investimento do Estado angolano de 320 milhões de dólares (269,6 milhões de euros), foi lançado esta terça-feira às 20:00 de Angola, no Cazaquistão, e comemorado em Luanda com fogos de artifícios.

O Angosat foi construído pelo consórcio liderado pela empresa estatal russa RSC Energia, e o lançamento foi efectuado pela Roscosmos, a agência espacial da Rússia, com recurso a um foguete ucraniano Zenit-3SLB.

Com o lançamento do Angosat, Angola tornou-se assim no sétimo país africano, ao lado da Argélia, África do Sul, Egito, Marrocos, Nigéria e Tunísia, com um satélite de comunicações em órbita.

A semana passada, o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de informação, Carvalho da Rocha, informou que comercialmente 40 por cento da capacidade do satélite já está reservada.

Segundo o ministro angolano, o Estado angolano estima a recuperação do investimento em pelo menos dois anos, olhando a valores mínimos de 15 milhões de dólares – cerca de 12 milhões de euros.

“As nossas operadoras, todas elas juntas, para poderem prestar o serviço de telefonia móvel e outros alugam espaço em outros satélites, que dominam essa nossa região. E todas elas juntas gastam em média por mês entre 15 a 20 milhões de dólares“, referiu o governante angolano.

A construção do satélite, que viu sucessivamente adiado o seu lançamento, teve início em 2013, com o objetivo de disponibilizar serviços de telecomunicações, televisão, internet e governo eletrónico, devendo permanecer em órbita “na melhor das hipóteses” durante 18 anos.

Em Luanda, capital angolana, o lançamento do Angosat, que terminou com uma sessão de lançamento de fogo de artifício, foi testemunhado por milhares de pessoas através de um ecrã gigante instalado na marginal de Luanda.

 

ZAP ZAP // Lusa

 

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