Justiça alemã abre novo inquérito contra suspeito do desaparecimento de Maddie

Waerfelu / Wikimedia

Maddie McCann

A justiça alemã abriu um novo inquérito contra o principal suspeito do desaparecimento de Maddie McCann, relativo à violação de uma jovem irlandesa, em 2004, anunciou, esta terça-feira, o procurador de Brunswick.

“Posso confirmar que investigamos também a suspeita de violação de uma jovem irlandesa, em 2004, no Algarve (região onde desapareceu Madeleine McCann)”, disse à AFP o procurador Hans Christian Wolters.

A vítima havia apresentado queixa logo após os factos, há 16 anos, mas descobriu no início de junho, nos media, as fotografias do principal suspeito, o alemão Christian B., nas quais “acredita ter reconhecido o agressor”, acrescentou.

O inquérito foi aberto no final de junho, segundo Wolters.

Além do caso Maddie, Christian B. é também alvo de um inquérito por agressão sexual de uma rapariga de 10 anos na altura dos factos, no Algarve, em abril de 2007, algumas semanas antes do desaparecimento da menina britânica.

“É acusado de se ter masturbado em frente da criança”, sublinhou Hans Christian Wolters, precisando que este processo foi aberto no ano passado.

O caso Maddie conheceu uma aceleração súbita no início de junho, com a identificação de Christian B., 43 anos, um pedófilo reincidente já condenado por uma violação em Portugal e atualmente detido em Kiel, no Norte da Alemanha, por outro caso.

É suspeito da morte de uma menina de três anos, que estava de férias com os pais quando desapareceu uma noite do quarto de hotel onde dormia.

Em meados de junho, o escritório do procurador de Brunswick explicou ter “provas ou factos concretos” apoiando a convicção da morte da criança, mas não “provas médico legais”. Reiterou à televisão portuguesa, na segunda-feira à noite, estas afirmações.

Segundo o advogado de Christian B., citado nos media, o homem refuta qualquer implicação no desaparecimento de Maddie.

No final de julho, a polícia alemã também fez buscas num jardim perto de Hanover.

O suspeito vivia à época dos factos a alguns quilómetros do hotel onde estava alojada a família de Maddie, na pequena estância balnear portuguesa da Praia da Luz.

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  // Lusa

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