Afinal, não é “só na cabeça dos portugueses”. Centeno admite vir a ser presidente do Eurogrupo

Olivier Hoslet / EPA

O ministro das Finanças, Mário Centeno, com Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo

O ministro das Finanças, Mário Centeno, admitiu em entrevista ao jornal espanhol El País que “há uma possibilidade” de ser o próximo presidente do Eurogrupo, após o final do mandato do holandês Jeroen Dijsselbloem.

A entrevista, realizada na cidade de Santander, onde Mário Centeno participou numa conferência da Universidade Internacional Menéndez Pelayo, foi divulgada esta quarta-feira pelo El País, que questionou o governante português sobre se “será candidato” à presidência do Eurogrupo.

A resposta do ministro das Finanças foi perentória: “Não vou dizer que não há uma possibilidade”, respondeu Centeno, voltando a abrir esta questão. O ministro falou ainda sobre a melhoria da situação económica de Portugal que justificou com três fatores: “sanear o sistema financeiro”, “a estabilização da banca” e “a mudança política”.

O governante disse que “ao princípio as coisas foram difíceis” com a Comissão Europeia quando o Governo português optou por baixar impostos porque a Europa não via o executivo “como um Governo sem experiência”. “Estavam errados: cumprimos as metas orçamentais e saímos do Procedimento por Défices Excessivos”, acrescentou.

Reconhecendo que “o trabalho não está terminado” no que se refere à crise económica de Portugal, o ministro afirmou que “as reformas precisam de tempo, ainda que essa não seja a receita de Bruxelas”. Sobre Espanha, que fez três reformas laborais em cinco anos, defendeu que o país precisa de uma nova reforma do mercado de trabalho.

“Não creio que a Comissão acerte nessas exigências. É quase o contrário do que Espanha precisa: tem que haver reformas, mas insisto que é preciso dar tempo para que funcionem e têm de ser tomadas políticas do lado da procura para ativar a economia. As reformas devem ser aprovadas para fazer crescer – não para diminuir – a porção do bolo a repartir, diga o que disser Bruxelas”.

// Lusa

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