A Greenpeace está a atirar pedras gigantes para o Mar do Norte. Eis a razão

Na semana passada, a Greenpeace atirou pedras gigantes ao mar ao redor do Reino Unido. Esta ação faz parte do objetivo da organização de acabar com os barcos de pesca de arrasto no fundo do mar em Áreas Marinhas Protegidas.

O fundo do mar de Dogger Bank é um dos habitats mais importantes do Mar do Norte e sustenta o ecossistema do Mar do Norte ao fornecer um lar para a vida marinha, incluindo galeotas, caranguejos e peixes, fontes vitais de alimento para focas e aves marinhas.

De acordo com o Interesting Engineering, investigadores da Greenpeace do Reino Unido descobriram no verão de 2020 que arrastões de fundo em Dogger Bank frequentemente operam ilegalmente, desligando os seus sistemas de posicionamento AIS, uma violação da lei internacional e do Reino Unido que põe em risco a segurança de outros marinheiros.

O arrasto é um método usado na pesca que envolve arrastar uma enorme rede pesada pelo fundo do mar para capturar peixes e outras criaturas marinhas. Isso permite capturar em grandes quantidades de uma só vez, juntamente com muitas outras espécies não visadas, como tartarugas e corais.

Em comunicado, a Greenpeace do Reino Unido disse ter sido forçada a continuar a construir a sua barreira subaquática de rochas para evitar a pesca de arrasto destrutiva em quase 80 quilómetros quadrados da Área Especial de Conservação de Dogger Bank após o governo britânico não se ter comprometido a proteger adequadamente a área.

Assim, os ativistas da Greenpeace estão a atirar pedras enormes no mar para que essas redes sejam impedidas de continuar a pesca.

Segundo a organização não governamental (ONG), algumas das pedras que foram posicionadas por ativistas da Greenpeace a bordo do Esperanza foram assinadas por celebridades como Stephen Fry e Hugh Fearnley-Whittingstall.

A tripulação da Greenpeace explicou no Twitter que o método de soltar as pedras é seguro para o pessoal a bordo e outros marinheiros na área, bem como notificam imediatamente as autoridades marítimas de localização de cada pedregulho.

A Greenpeace denunciou ainda que, numa carta, datada de 25 de setembro de 2020, o governo do Reino Unido “não assumiu nenhum compromisso tangível” para proteger adequadamente o Dogger Bank e solicitou formalmente que a Greenpeace “não fizesse mais depósitos” de rochas.

Porém, segundo a ONG, isso permitiria que a pesca de arrasto destrutiva continuasse em Dogger Bank.

Em declarações à emissora britânica BBC, Rebecca Newsom, Chefe de Política da Greenpeace U.K. explicou que das “chamadas” 76 Áreas Marinhas Protegidas do país, o Governo está a pensar proteger totalmente apenas duas delas da pesca de arrasto.

  Maria Campos, ZAP //

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2 COMENTÁRIOS

  1. Quando um governo se abstém dos seus deveres de proteção da natureza talvez seja esta uma boa forma de salvar o pouco que ainda resta!

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