A fadista portuguesa Cláudia Costa convenceu o júri do programa televisivo “The Voice”, em França, com a interpretação de “Canção do Mar”, clássico de Frederico de Brito e Ferrer Trindade, passando assim a fazer parte do concurso de talentos.
A fadista de 25 anos está em França desde os oito e cedo se encantou pela música. Aos 16 anos deixou-se seduzir pelo fado que canta em vários espectáculos, em digressões pela comunidade portuguesa em França.
“Já tinha sido solicitada para a primeira edição do ‘The Voice’, mas não foi possível participar, e agora convidaram-me novamente para esta terceira edição, e achei interessante mostrar Portugal, o fado e as nossas raízes, numa emissão como o ‘The Voice’, em França”, disse a fadista à agência Lusa.
Cantar em português na fase de audições do programa foi “uma aposta muito ousada” para Cláudia Costa.
“Não sabia se o júri ia pensar que eu só sabia falar português e não sabia fazer outra coisa”, confessou.
A portuguesa tem como objectivo levar o fado além da secção “músicas do mundo” e misturá-lo “com outras sonoridades”, para que “cada vez mais pessoas comecem a conhecer fado”.
“Há muitas pessoas que não conheciam fado”, assegurou a fadista.
Cláudia Costa foi escolhida pelo jurado Mika, o cantor britânico de origem libanesa, criador de “Grace Kelly”, que imediatamente reconheceu que a artista estaria a cantar em português.
Depois das fases de audição e de “batalhas” de talentos (frente a frente entre concorrentes), que fazem parte do programa, a cantora continua no “The Voice” do canal TF1, com o desejo de vir a fazer parte dos seleccionados para a fase de participação nas galas em directo.
A “Canção do Mar“, composta por Frederico de Brito e Ferrer Trindade, foi cantada por Amália Rodrigues, no filme “Os Amantes do Tejo”, de Henri Verneuil, datado de 1955, sob o título “Solidão”.
Cerca de 40 anos mais tarde, a canção, interpretada por Dulce Pontes, seria escolhida para a banda sonora de “A Raiz do Medo”, de Gregory Hoblit, e para “Atlantis: O Continente Perdido”, da Disney.
A série televisiva “Southland“, das Produções John Wells, da Warner Brothers, usou, como genérico, uma versão instrumental da “Canção do Mar”.
A cantora francesa Hélène Segara, a argentina Chenoa e a britânica Sarah Brightman também interpretaram diferentes versões da “Canção do Mar”.
Recorde abaixo a versão de Dulce Pontes:
ZAP/Lusa