50 professores contratados para Timor em casa a receber sem trabalhar

keirstenmarie / Flickr

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Quase 50 professores que foram contratados em setembro do ano passado para lecionar em Timor-Leste estão em Portugal, a receber, à espera de seguir para o país, segundo confirmaram à Lusa alguns dos docentes.

“Somos quase 50 nestas condições. Fomos colocados em setembro, destacados no início do outubro. Mas ainda não nos disseram quando é que podemos partir“, disse à Lusa uma das professoras, contratada na zona centro de Portugal e que pediu para não ser identificada.

É o segundo ano consecutivo de atrasos no envio, pelo Ministério da Educação português, dos professores para Timor-Leste, no âmbito do protocolo que prevê o destacamento de docentes em onze escolas de referência – e mais duas que devem ser abertas este ano.

Inicialmente, o Ministério da Educação, em Lisboa, informou os docentes de que o atraso se devia à falta de protocolo (o anterior terminou em setembro do ano passado) mas mesmo depois da nova versão ter sido assinada, a 2 de janeiro, os professores ainda não seguiram para Timor-Leste.

Antonieta de Jesus, coordenadora do Projeto das Escolas de Referência, disse à Lusa, em Díli, que o processo do envio dos professores “está a ser finalizado”, garantindo que ainda não recebeu qualquer lista com os docentes.

“Queremos os professores aqui. Há procedimentos legais a ser seguidos”, disse.

“Timor-Leste paga as viagens, como sempre pagou. Mas até agora Portugal ainda não mandou a lista dos professores. Assim que enviarem a lista, trataremos das viagens”, garantiu, remetendo mais comentários para os Ministérios da Educação dos dois países.

O processo do envio destes professores para Timor-Leste sofre atrasos e problemas desde o ano letivo passado, quando as escolas de referência viveram sem parte dos professores previstos durante todo o ano.

Nas 11 escolas existentes – sediadas em 11 capitais de distrito – Bacau, Same, Maliana, Oe-cusse, Ermera, Aileu, Liquiçá, Lospalos, Suai, Dili e Manaauto e com mais de 3.500 alunos timorenses – deveriam ter sido colocados 150 professores, mas 60 deles nunca chegaram a Timor-Leste.

“Até 12 de abril (de 2014) tínhamos cá 91 professores. Devíamos ter cá 150. Houve um reforço de 38 na altura da Páscoa, mas nunca se chegou aos 150″, explicou à Lusa fonte do setor educativo em Díli.

Como alguns dos professores tinham colocações até 31 de agosto e outros até 31 de dezembro, houve um grupo de cerca de 40 que acabou por partir logo em julho, de férias, deixando outra vez apenas 100 em Timor-Leste, número insuficiente para as escolas.

A situação tornou-se complicada e a coordenação do Projeto das Escolas de Referência (agora conhecidas como CAFES) acabou por optar por dar férias a todos os docentes, deixando as escolas sem aulas.

Timor-Leste continua, atualmente, a ter apenas cerca de 100 professores no país, faltando os restantes para completar os requisitos para o funcionamento pleno das escolas.

O projeto prevê ainda a abertura, durante o presente ano letivo, de novas escolas em Viqueque e Ainaro fazendo com que todos os distritos do país fiquem dotados destas escolas de referência.

Não há ainda data prevista para que estas aberturas se concretizem.

/Lusa

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