45 mil manifestaram-se pela independência da Catalunha em Bruxelas

Lohen11 / wikimedia

Manifestação pela independência da Catalunha

A polícia belga reviu em alta para 45 mil a estimativa do número de pessoas que, esta quinta-feira, estão a manifestar-se em Bruxelas a favor da independência da Catalunha, sob o slogan “Acorda Europa”.

Inicialmente, as autoridades policiais de Bruxelas estimavam entre 10 mil e 20 mil as pessoas que se juntaram à manifestação, organizada por duas associações independentistas catalãs, e que desfilam nas imediações das instituições da União Europeia, com o objetivo de “acordar a Europa”.

Os manifestantes chegaram a Bruxelas pelos mais diversos meios de transporte: além dos voos comerciais, centenas viajaram em voos ‘charter’, foram mobilizados mais de 250 autocarros, alguns dos quais tiveram muitas dificuldades em chegar ao “quarteirão europeu”, já que os acessos ficaram bloqueados, e outros deslocaram-se mesmo em viaturas particulares.

Concentrados no “Parque do Cinquentenário”, vizinho das sedes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu, os manifestantes, muitos dos quais “embrulhados” em bandeiras da Catalunha, iniciaram uma marcha, depois finalizada por discursos do ex-presidente do Governo da Catalunha, Carles Puigdemont, e da “número dois” do partido independentista Esquerda Republicana da Catalunha, Marta Rovira.

O ex-presidente catalão defendeu que “a Catalunha é o melhor rosto da Europa” e perguntou ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, se já viu tantos milhares nas ruas “em apoio a criminosos”, em alusão aos dirigentes detidos e perseguidos pelas autoridades espanholas.

Puigdemont apelou ainda a Juncker para que “a Europa se dê conta de que ainda pode desempenhar o seu papel” na crise catalã.

Em jeito de campanha, Puigdemont instou os manifestantes a irem às urnas a 21 de dezembro próximo, nas eleições catalãs, “pela liberdade e pela dignidade”.

Os pró-independentistas já contaram com o apoio, no terreno, de vários membros do N-VA, o partido independentista da Flandres (região neerlandesa da Bélgica), que em comunicado escreveu que “Hoje somos todos catalães”.

  ZAP // Lusa

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