Cerca de 1.300 reclusos fogem de prisão no Congo após ataque do Estado Islâmico

(cv)

Cerca de 1.300 reclusos escaparam de uma prisão na República Democrática do Congo na manhã de terça-feira, após um ataque reivindicado pelo Estado Islâmico, informou a Organização das Nações Unidas (ONU).

Embora as autoridades locais tenham atribuído o ataque à prisão central de Kangbayi, em Beni, a um grupo rebelde islâmico, a Amaq – agência oficial do Estado Islâmico – disse que a operação foi realizada pelos seus combatentes, noticiou o New York Times.

Segundo o presidente da câmara da cidade, Modeste Bakwanamaha, permaneceram na prisão apenas 100 dos mais de 1.400 reclusos. Dos fugitivos, 20 acabaram por retornar às instalações. “Os agressores, que vieram em grande número, conseguiram arrombar a porta com equipamento elétrico”, indicou à Reuters.

Estima-se que 1.335 reclusos escaparam e um morreu no confronto, indicou Mathias Gillmann, porta-voz de um grupo de manutenção da paz da ONU no Congo. Já jornalistas locais, que citaram a polícia, relataram que foram mortos dois presos durante a operação. De acordo com as Nações Unidas, a prisão mantinha 1.456 presos.

Bakwanamaha referiu que o ataque foi obra das Forças Democráticas Aliadas, um grupo rebelde da Uganda, que atua no leste do Congo há décadas, vinculado a uma rede financiada pelo do Estado Islâmico nos últimos anos.

Os 20 fugitivos que voltaram contaram que foram sequestrados pelas Forças Democráticas Aliadas, disse Bakwanamaha à Associated Press. O presidente da câmara pediu à população para ajudar a capturar os fugitivos. A fuga deixou os moradores locais consternados, temendo um aumento na violência.

O ataque de terça-feira, notou o New York Times, assemelha-se a outro que ocorreu em 2017, no qual homens armados invadiram a prisão de Kangbayi e libertaram mais de 900 reclusos. Na época, as autoridades locais avançaram que os responsáveis pelo ataque eram membros das Forças Democráticas Aliadas de Uganda.

Em 2019, a Amaq reclamou o que disse ter sido o primeiro ataque do Estado Islâmico no Congo, num quartel militar em Beni, matando oito pessoas. As autoridades congolesas confirmaram um ataque na área, mas disseram que se tratava das Forças Democráticas Aliadas. Um relatório de 2018 revelou que este grupo foi financiado pelo Estado Islâmico e que estava a tentar “alinhar-se com outros grupos jihadistas”.

As Forças Democráticas Aliadas são acusadas de matar centenas de pessoas. Em 2016, um tribunal militar em Beni começou a conduzir julgamentos aos combatentes do grupo e aos seus aliados.

ZAP //

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