“As vacinas não têm nacionalidade”. Costa pressiona avaliação da Sputnik V

Francisco Seco / POOL / EPA

O primeiro-ministro, António Costa, no Parlamento Europeu

O primeiro-ministro atacou as políticas de fecho de fronteiras para impedir a saída de vacinas e as “guerras nacionais” em função do país de origem dessas vacinas, defendendo em contrapartida mais prevenção e regulação global.

Esta posição foi transmitida por António Costa na sua segunda intervenção no Fórum Empresarial Ibero-Americano, evento que decorre em Andorra-a-Velha e que antecede a cerimónia de abertura da XXVII Cimeira Ibero-Americana.

Falando depois de uma intervenção por videoconferência do Presidente de França, Emmanuel Macron, e imediatamente antes do discurso do primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, o líder do executivo português defendeu a “importância de se criarem cadeias de valor global de produção”, criticando, em contraponto, “a tentação de se fechar fronteiras para se proibir exportações”.

“A União Europeia é uma das regiões que nunca interrompeu a exportação de vacinas e grande parte (senão mesmo a totalidade) das vacinas disponíveis na Covax (cooperação mundial) foram produzidas aqui na Europa”, apontou o primeiro-ministro, país que detém até junho a presidência do Conselho da União Europeia.

Neste ponto, António Costa sustentou que Estados Unidos e Reino Unido, entre outros, devem seguir este exemplo, fornecendo vacinas à Covax.

Mas, nos seus recados, o primeiro-ministro português foi ainda mais longe, dizendo que, “assim como o vírus não tem nacionalidade nem conhece fronteiras, também as vacinas não têm nacionalidade”.

“Todas as vacinas que demonstrem a sua eficácia e segurança sanitária têm de possuir licença de introdução no mercado. Essas vacinas tanto podem ser produzidas na Europa, nos Estados Unidos, na China ou na Rússia. A verdade é muito clara: Todos somos poucos para produzir a quantidade de vacinas necessárias à escala global”, frisou.

O primeiro-ministro considerou então “inadmissíveis as guerras comerciais com base em bens essenciais, como são as vacinas”.

“Temos de possuir um organismo internacional para o reconhecimento comum da segurança das vacinas. Um organismo que confira uma licença global para essas vacinas serem comercializadas em todo o mundo”, acrescentou, numa intervenção em que também defendeu o reforço de poderes da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Lusa // Lusa

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