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Vacinação de professores e funcionários do pré-escolar e 1.º ciclo arranca hoje

Hannibal Hanschke / AFP

A vacinação dos professores e trabalhadores não-docentes do pré-escolar e 1.º ciclo contra a covid-19 arranca hoje em todo o país, num processo que vai envolver quase 80 mil profissionais da educação.

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No total, estão incluídos nesta primeira fase, que decorre entre sábado e domingo, cerca de 78.700 os professores e funcionários do pré-escolar, primeiro ciclo e também da chamada “Escola a Tempo Inteiro”, que reabriram na semana passada, abrangendo os setores público e privado.

Na quarta-feira, os docentes e não-docentes começaram a receber a convocatória, através de SMS, para receberem a primeira dose da vacina AstraZeneca, e tiveram um dia para responder se pretendem ou não ser vacinados. Caso não o tenham feito ou recusem esta vacina, perdem a prioridade na vacinação.

Por outro lado, o Ministério da Educação assegurou que não perderiam o lugar se, por qualquer motivo, não tiverem sido contactados, aconselhando-os a avisar a direção do respetivo estabelecimento de ensino, para que a escola envie a informação à direção de serviços regional, “a fim de ser elaborada uma lista e enquadrada(s) a(s) situação(ões) numa futura fase de vacinação”.

“Nem todos receberam o SMS”, assumiu Filinto Lima, presidente da associação de diretores (ANDAEP), assegurando já ter enviado a lista dos funcionários que ainda não foram chamados. Manuel Pereira, presidente da associação de dirigentes escolares (ANDE) também admite que, tanto no seu agrupamento, como noutros, nem todos receberam o SMS e conhece pessoas que recusaram a vacina por estarem em quimioterapia.

O Jornal de Notícias avança, assim, que nem todos os professores e funcionários (78.700) do ensino pré-escolar e do 1.º ciclo – que deviam ser vacinados este sábado e domingo – receberam a convocatória até esta sexta-feira ao final do dia.

A garantia é dada pelos presidentes das associações de diretores, mas task force garante que recebeu “uma larga maioria de respostas positivas” e, para já, não prevê o reagendamento do plano.

“O processo de convocatória dos docentes e não docentes iniciou-se a 24 de março, através de SMS pelo número 2424, e está a decorrer com uma elevada taxa de sucesso”, esclarece a task force, sem revelar quantas SMS enviou nem a percentagem de recusas.

O processo de vacinação vai, então, decorrer de três formas: nos concelhos onde o grupo de profissionais a vacinar seja inferior a 250 pessoas, será nos centros de saúde, naqueles em que se prevê a vacinação entre 250 e 500 pessoas, o processo será realizado nas escolas e nos locais com mais de 500 pessoas, a escolha recaiu nos Centros de Vacinação Covid.

No primeiro dia, a vacinação dos professores vai ser acompanhada pelo primeiro-ministro, António Costa, que estará acompanhado pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, pelas 10h30 em Odivelas.

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Da parte da tarde, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, acompanha o coordenador da task force para o plano de vacinação contra a covid-19, vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, ao centro de vacinação da Cidade Universitária, inaugurado esta semana.

Também a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) vai estar atenta ao primeiro dia do processo há muito tempo reivindicado, e o secretário-geral, Mário Nogueira, acompanhará a vacinação em Coimbra.

Depois desta primeira fase, o processo de vacinação dos profissionais da educação vai continuar a decorrer de forma progressiva durante o mês de abril, acompanhando o processo de desconfinamento.

De acordo com o planeamento da task force, os profissionais dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário começam a ser vacinados no fim de semana de 10 e 11 de abril, podendo o processo ser prolongado por mais fins de semana caso haja necessidade.

No total, a task force prevê vacinar cerca de 280 mil professores e pessoal não docente desde creches até ao ensino secundário.

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Em 10 de março, a Direção-Geral da Saúde incluiu nos grupos prioritários da fase 1 para a vacina contra a covid-19 os professores e o pessoal não docente, do setor público e privado.

A vacinação dos profissionais do pré-escolar e 1.º ciclo deveria ter arrancado no passado fim de semana, mas a suspensão temporária da administração da vacina da AstraZeneca ditou o adiamento do processo.

  ZAP // Lusa

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