Universidade do Minho cancela evento com antigo embaixador em Moscovo

(dr) Universidade do Minho

Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho

Manuel Marcelo Curto iria inaugurar um curso nesta segunda-feira. O evento foi cancelado horas antes do seu início.

Na sexta-feira passada, um dia depois do início da invasão à Ucrânia por parte da Rússia, a Universidade do Minho publicava um convite para o início do Curso de Ingresso na Carreira Diplomática, da UMinhoExec.

A aula inaugural na Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, em Braga, estava marcada para o final de tarde desta segunda-feira, dia 28, e iria contar com Manuel Marcelo Curto, antigo embaixador de Portugal em Moscovo.

Manuel Marcelo Curto tinha apenas 25 anos quando, logo após o 25 de Abril de 1974, foi um dos diplomatas enviados por Portugal para Moscovo, quando houve restabelecimento das relações com os políticos soviéticos.

Mais tarde foi colocado novamente na capital, onde estava quando a União Soviética deixou de existir, em 1991. E mais recentemente, já com Vladimir Putin no comando da Rússia, esteve novamente em funções em Moscovo, como embaixador de Portugal.

Foi ainda diplomata no Ministério dos Negócios Estrangeiros, no Brasil, em França e na Alemanha, além de embaixador no Irão, India, México, Áustria e Suécia e representante especial nos países bálticos.

A sua intervenção iria centrar-se no «O ofício diplomático», anunciou a Universidade do Minho.

No entanto, nesta manhã, horas antes do evento, a instituição minhota anunciou que o evento foi cancelado.

Numa nota curta, lê-se: “O evento que iria ter lugar hoje relativo à abertura do Curso de Ingresso na Carreira Diplomática com a presença do embaixador Manuel Marcelo Curto foi cancelado. Pelo facto, as nossas desculpas”.

ZAP contactou a Universidade do Minho para perceber este cancelamento. Ainda não tivemos resposta.

Abrir portas a estudantes ucranianos

Noutro contexto, o Instituto Superior Miguel Torga decidiu receber estudantes
universitários ucranianos que, por causa da crise no seu país natal, passem a morar em Portugal, onde poderão prosseguir os seus estudos no ensino superior.

“A nossa neutralidade formativa é o resultado do respeito pela Ciência, mas não nos afasta dos mais elementares combates pela dignidade humana. Vamos ter estudantes ucranianos aqui!“, declarou Luís Marinho, da Comissão de Gestão do Instituto Superior Miguel Torga.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

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