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Um ano depois de terem desaparecido 57 armas da PSP, ainda não há arguidos

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Há um ano, 37 pistolas Glock foram roubadas da sede da PSP e só quatro foram recuperadas. O inquérito continua a decorrer mas, um ano depois, ainda não foram constituídos arguidos.

Um ano depois de ter sido aberto o inquérito ao roubo de 57 pistolas Glock da sede da PSP, ainda não foram constituídos arguidos, revela ao Diário de Notícias a Procuradoria-Geral da República (PGR). Para além das armas, foram também roubadas as munições de nove milímetros e os respetivos carregadores.

Quatro delas fora recuperadas: uma nas mãos de um suspeito traficante de estupefacientes, no Porto, e as outras três apreendidas pela polícia espanhola, durante uma operação em Ceuta, o que agravou a investigação por poder estar em causa tráfico internacional de armas.

A investigação está a ser conduzida pela própria PSP, por determinação do Ministério Público. Segundo o DN, as armas roubadas terão sido vendidas através de redes de traficantes em Marrocos.

Fonte da investigação criminal da PSP revelou ao jornal que “há pessoas sob suspeita”, mas que “tem havido dificuldade na obtenção de prova”. No meio da PSP, acredita-se que as armas possam ser devolvidas devido à dificuldade na sua venda, já que têm gravadas a inscrição “Força de Segurança”.

O inquérito interno da PSP, instaurado por ordem da então ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, identificou “falhas de supervisão e controlo” no Departamento de Apoio Geral (DAG).

A ministra prometeu consequências e anunciou “processos disciplinares à cadeia hierárquica”, mas os resultados dos mesmos nunca foram publicados.

O único alvo de sanções diretas – a exoneração – foi Paulo Sampaio, que à data era diretor da DAG. No entanto, o superintendente foi nomeado oficial de ligação em Bissau dois dias antes da descoberta do roubo. O oficial interpôs uma providência cautelar, aceite pelo tribunal, e segundo o jornal continua a exercer funções na capital guineense.

  ZAP //

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