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“Tudo o que iniba o contacto entre as pessoas faz sentido”, afirma virologista

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O virologista Pedro Simas afirmou que a evolução da pandemia em Portugal indicava que “alguma coisa era preciso fazer” para restringir a movimentação de pessoas e defendeu o reforço a vacinação dos grupos de risco.

“Tudo o que iniba o contacto entre as pessoas faz sentido” na fase em que se encontra o país, adiantou o especialista esta segunda-feira à agência Lusa, no dia em que o Conselho de Ministros extraordinário aprovou o agravamento das medidas restritivas determinadas na passada quinta-feira para combater a pandemia de covid-19.

Sobre as medidas anunciadas por António Costa, Pedro Simas adiantou que a sua eficácia na redução de infeções e de internamentos “depende também se as pessoas adirem” às restrições, recordando que na primeira vaga, na primavera de 2020, todos os países “só com medidas dramáticas é que conseguiram baixar” os números da pandemia.

“É preciso ir vendo e, em função dos números, apertar mais as restrições ou manter estas”, referiu o virologista, que considerou uma “excelente medida” o anúncio do primeiro-ministro de concluir a primeira toma da vacina contra a covid-19 nos lares de idosos até ao final da próxima semana.

É aí que temos de nos concentrar, não só nos lares, mas também nos grupos de risco fora dos lares”, disse Pedro Simas, ao defender que, ao nível dos profissionais de saúde e das forças de segurança, devem ser vacinados os elementos considerados grupo de risco, libertando vacinas para administrar em mais pessoas.

Além disso, o especialista considerou que Portugal pode “utilizar o protocolo da vacina” da farmacêutica Pfizer para dilatar o prazo entre a primeira e a segunda toma do fármaco, o que permitiria que a primeira dose fosse administrada ao dobro das pessoas nas próximas semanas. “É muito importante dar as duas doses, mas a Agência Europeia do Medicamento já disse que não viola o protocolo da Pfizer dar a segunda toma entre o 21º e o 42º dia após a primeira toma. Ganhava-se três semanas”, assegurou.

Pedro Simas adiantou também que esta pandemia já “ensinou” que, com os níveis de infeção registados em Portugal, “só com medidas muito severas é que se consegue travar a disseminação do vírus e baixar para números que sejam aceitáveis”, na casa dos dois mil novos casos por dia.

Portugal contabilizou esta segunda-feira 167 mortes, um novo máximo de óbitos em 24 horas relacionados com a covid-19, e 6.702 novos casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o boletim epidemiológico da DGS Portugal ultrapassou hoje os nove mil mortos relacionados com a covid-19, desde o início da pandemia, em março de 2020, ao serem contabilizadas 9.028 mortes, e um total de 556.503 infeções pelo vírus SARS-CoV-2.

O boletim revela também que foram ultrapassados os cinco mil internamentos hospitalares por covid-19, encontrando-se 5.165 pessoas internadas, mais 276 do que no domingo, das quais 664 em unidades de cuidados intensivos, ou seja, mais 17, dois valores que representam novos máximos da fase pandémica.

  // Lusa

2 Comments

  1. Analisando os números oficiais e respectiva evolução, a Bélgica e UK confinaram imenso e mais cedo, no entanto têm muitos mais casos e mortos per capita do que países que pouco ou nada confinaram, nomeadamente Estónia e Bielorrússia. (ourworldindata, por exemplo, é analisar!!!)

    Os nº não batem certo entre medidas e seus efeitos. Passou ser obrigatório a máscara, depois do verão aumentaram imenso os casos e mortes. Por sua vez justificam que esse uso é que provocou o desaparecimento da gripe. Ao mesmo tempo que acusam não funcionar para o Covid, quando ambos vírus são muito parecidos e propagam-se de formas idênticas.

    Há vários estudos recentes peer review que demonstram narrativas contrárias ao oficial, mas esses estudos nem são aceites pelas entidades governativas, recusam-se analisar… que ciência é esta?!

    Especialistas, quais? Os mesmos de sempre escolhidos por nomeação apenas (mais uma vez). Alguns que fazem parte do grupo oficial de aconselhamento não têm competências académicas de biologia nem medicina.
    Ao nível mundial, alguns dos membros principais da OMS nem são formados no ramo científico, a começar pelo presidente, que é filósofo de formação académica.

    Os outros utentes são desprezados, deixados para um dia de são nunca à tarde enquanto vão morrendo em casa.
    Se alguém morrer doutras causas, mas se tiver tido um teste positivo nos últimos 60 dias, é considerado Coovid. Se depois da morte, também der, já nem fazem autópsia.

    As televisões recuperaram imenso das audiências, pelo facto das pessoas passarem muito mais tempo em casa, como também pelo terror que é gerado pelo constante medo disseminado por esses meios.
    Adicionalmente receberam um bónus do governo com justificação das perdas.
    E ainda têm o descaramento de considerar um serviço essencial entrevistarem na rua quem encontram perguntando porquê que lá estão.

    • Caro MORS, peço desculpa pela franqueza, mas destilou um monte de asneiras. Largue o Facebook e o YouTube, a sério. Alguns exemplos das asneiradas que escreveu (se quiser posso ser mais exaustivo, mas para já ficam estes):

      – “UK confinaram imenso e mais cedo” – Não, o UK foi dos últimos a confinar, com resultados desastrosos.
      – “depois do verão aumentaram imenso os casos e mortes” – Exacto, como é expectável em todas as doenças respiratórias, com ou sem máscara.
      – “Ao mesmo tempo que acusam não funcionar para o Covid” – Que entidades oficiais é que dizem que as máscaras não funcionam para o Covid? Antes pelo contrário, sem máscara estaríamos numa desgraça ainda pior.
      – “ambos vírus são muito parecidos” – Não, são vírus bastante diferentes. O COVID, além de mais contagioso, apanhou uma população humana sem qualquer imunidade. Contra a gripe existe um largo grau de imunidade de grupo.
      “Há vários estudos recentes peer review que demonstram narrativas contrárias ao oficial, mas esses estudos nem são aceites pelas entidades governativas, recusam-se analisar… que ciência é esta?!” – Esqueceu-se foi de mencionar que estudos são esses. Os poucos que conheço usam amostras pequenas, dados limitados e foram publicados em revistas duvidosas de baixo factor de impacto. Acha que os governos devem ter em conta este tipo de estudos minoritários e publicados no refugo? Ou deve ter em conta estudos e meta-estudos com amostras grandes e publicados em revistas sérias e com um crivo muito alto?
      – “Especialistas, quais? Alguns que fazem parte do grupo oficial de aconselhamento não têm competências académicas de biologia nem medicina.” – Está a falar de quem exatamente? Os únicos que conheço sem competências são os Médicos Pela Verdade, que são dentistas, psicólogos e médicos radiologistas e outras especialidades que não saúde pública ou imunologia, por exemplo.
      – “alguns dos membros principais da OMS nem são formados no ramo científico, a começar pelo presidente, que é filósofo de formação académica.” – Pura mentira. O Presidente da OMS, Tedros Adhanom, é licenciado em Biologia, mestre em imunologia e doenças infecciosas e doutorado em saúde comunitária. Doutoramento (PhD) em inglês, diz-se “Doctor of Philosophy”, seja em que área for. Algum ignorante do Facebook achou que isso significava que o Presidente da OMS era filósofo. É este o tipo de ignorância que o Sr. propaga, compreende? Ao menos pesquise antes papaguear aquilo que vê nas redes sociais.
      – “Se alguém morrer doutras causas, mas se tiver tido um teste positivo nos últimos 60 dias, é considerado Coovid.” – Onde? Quando? Também viu no Facebook foi?

      Se quiser posso comentar o resto das parvoíces que diz, mas penso que chega para você perceber que não faz ideia do que está a falar. Tenha cuidado, proteja-se a si e aos outros, use máscara e pratique distanciamento social. E mais: largue o Facebook e tente pensar por si.

      Cumprimentos

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