Tondela vs Sporting | Leão cai órfão de Bas Dost

Paulo Novais / Lusa

O Sporting averbou a quarta derrota na Liga NOS, a segunda consecutiva fora de casa.  Na visita a Tondela, e com mais um jogador durante cerca de 40 minutos, a formação leonina perdeu por 2-1, fruto de golos de Juan Delgado e Tomané.

Mathieu reduziu para o emblema lisboeta, que se viu privado do seu principal goleador, Bas Dost, e sentiu sobremaneira a falta do holandês.

O “leão” dominou, rematou, mas não mostrou a eficácia de remate que o ponta-de-lança costuma dar à equipa, para além de ter esbarrado num inspirado Cláudio Ramos.

O Jogo explicado em Números

  • O jogo começou pausado, com o Sporting a tentar descobrir espaços para atacar, perante a ausência, por lesão, de Bas Dost. Mas o primeiro a marcar foi o Tondela, e bem cedo. Logo aos cinco minutos, António Xavier cruzou da esquerda e Juan Delgado apareceu ao segundo poste a cabecear para o 1-0, quase sem marcação. Ao primeiro remate do jogo, primeiro golo.
  • A perder quase desde o apito inicial, o Sporting foi obrigado a assumir o jogo de forma vincada, chegando ao primeiro quarto-de-hora com 75% de posse de bola, mas apenas um remate, desenquadrado. Nesta fase do jogo assistiram-se a diversas picardias, com o Tondela a registar cinco faltas.
  • Mesmo sem a sua referência ofensiva, o Sporting insistia nos cruzamentos para a grande área, chegando aos oito de bola corrida por volta da meia-hora. Porém, Abdoulaye Diaby era presa fácil para a defesa beirã, pelo que os 76% de posse de bola dos “leões” nesta fase do jogo eram inofensivos, expressos em apenas dois remates, ambos sem a melhor direcção.
  • Aliás, o Tondela esteve mais perto de marcar, logo a seguir, aos 35 minutos, quando Tomané, de cabeça, obrigou Renan Ribeiro a uma grande defesa. Este foi o segundo remate dos homens da casa no jogo, segundo com boa direcção. Respondeu Cláudio Ramos aos 37, a desviar com categoria um cabeceamento de Raphinha (o primeiro disparo enquadrado da formação leonina).
  • Para além da ausência do seu artilheiro, o Sporting sentia, igualmente, a falta da influência de Bruno Fernandes. O médio regressou à equipa, mas não conseguia fugir à teia montada pelo Tondela, pelo que perto do intervalo não tinha mais do que um remate, um passe para finalização e modestos 16 passes certos em 26 tentativas.
  • Tondela na frente do marcador aquando do descanso, vantagem justificada pela maior objectividade com que chegou junto da baliza do Sporting.
  • A formação leonina chegou a meio do jogo com impressionantes 76% de posse de bola, mas com os mesmos processos de jogo que apresenta com Bas Dost na frente.
  • O holandês, porém, não foi a jogo, por problemas físicos, pelo que os comandados de Marcel Keizer não registavam mais do que três remates (um com boa direcção), os mesmos que o Tondela, sendo que os beirões marcaram um golos em dois enquadrados. O melhor ao intervalo era António Xavier.
  • O extremo-esquerdo do Tondela registava um GoalPoint Rating de 7.5, com uma assistência em três passes para finalização, duas ocasiões flagrantes criadas e as três tentativas de drible completas.
  • O segundo tempo arrancou praticamente com a expulsão de Jaquité, que estava a ser o jogador mais faltoso em campo. Aos 50 minutos, o médio cometeu a sua sexta falta, uma entrada dura sobre Nani, e viu o segundo cartão amarelo. Um problema para os homens da casa, a 40 minutos do final da partida.
  • Tomané, aos 58 minutos, rematou de “trivela” e de ângulo apertado, do lado direito, com a bola a ir à barra da baliza de Renan. Mesmo com menos um jogador, o Tondela não deixava de causar perigo, apesar de o Sporting manter uma elevada percentagem de posse de bola no segundo tempo (70% por volta da hora de jogo, ainda assim menos que na primeira parte).
  • Bom jogo de Raphinha, a aproveitar bem a titularidade dada pelo treinador holandês. O extremo brasileiro era, aos 70 minutos, o mais rematador da partida, com quatro disparos (três enquadrados), num total de nove da formação leonina. Todos os enquadrados dos lisboeta pertenceram ao ex-Vitória de Guimarães.
  • Mas a “trivela” de Tomané estava endiabrada e, aos 74 minutos, o avançado do Tondela marcou um golo de levantar o estádio. À entrada da área do lado direito, o jogador rematou em jeito com o pé direito, muito colocado, em arco, com a bola a fugir de Renan Ribeiro para o 2-0. Ao sexto remate, quinto enquadrado, os beirões fizeram o segundo golo.
  • Contudo, a resposta leonina não tardou. Aos 76 minutos, na sequência de um canto da direita, Bruno Fernandes despejou para a grande área, Fredy Montero rematou, a bola encaminhou-se lentamente para a baliza, e Mathieu, em cima da linha, fez o 2-1.
  • Por volta dos 80 minutos, o “leão” registava 69% de posse de bola no segundo tempo, 15 remates, quatro deles enquadrados (dez na grande área), e apreciáveis 87% de eficácia de passe desde o intervalo. A pressão iria ser intensa.
  • Contudo, o resultado não viria a sofrer alterações e o único facto relevante acabou por ser o amarelo a Marcos Acuña, que o coloca fora das opções para o “clássico” do próximo sábado, ante o FC Porto, por castigo.

O Homem do Jogo

O Tondela marcou por duas vezes, mesmo tendo pouca posse e jogado com dez elementos a partir do minuto 50. E conseguiu segurar um triunfo por 2-1, perante um Sporting que teve muita bola, mas não teve Bas Dost para marcar golos. Pior ainda para os “leões”, tiveram pela frente um inspirado Cláudio Ramos.

O internacional português voltou a fazer uma daquelas exibições que já nos habituou pelo emblema beirão e foi o melhor em campo, com um GoalPoint Rating de 8.0 que contribuiu para os três pontos da sua equipa. No total, Cláudio Ramos efectuou seis defesas, três delas a remates dentro da sua grande área e duas a disparos aos ângulos da sua baliza.

Jogadores em foco

  • António Xavier 7.6 – Grande jogo do extremo do Tondela, em especial na primeira parte, altura em que assistiu para golo, logo aos cinco minutos. Para além desse lance fundamental, somou um total de três passes para finalização, criando duas ocasiões flagrantes, e ainda completou três de quatro tentativas de drible.
  • Raphinha 7.3 – O melhor jogador do Sporting. O extremo foi sempre o principal perigo para a defesa beirã e o mais rematador da partida durante maior parte do tempo – até ser ultrapassado neste detalhe por Bruno Fernandes. No total fez cinco remates, três deles enquadrados, criou uma ocasião flagrante em três passes para finalização e realizou cinco cruzamentos, um deles eficaz.
  • Bruno Fernandes 7.2 – Como referimos anteriormente, foi o mais rematador da partida, com seis disparos. Contudo, só enquadrou um e demorou a soltar-se das amarras que o Tondela lhe impôs no meio campo. Quando o conseguiu, mostrou toda a sua qualidade, com uma ocasião flagrante criada em cinco passes para finalização, 97 acções com bola e dez recuperações de posse – ambas máximos da partida.
  • Tomané 6.5 – Primeiro tentou, acertando na barra. Depois conseguiu mesmo. Tomané marcou o 2-0, num extraordinário remate de “trivela”, à entrada da área, num dos quatro remates que tentou (três enquadrados). O avançado participou ainda em 11 duelos aéreos ofensivos, tendo ganho somente quatro.
  • Abdoulaye Diaby 4.1 – O malinês teve a tarefa de fazer esquecer Bas Dost, mas falhou rotundamente. O pior rating da noite reflecte as três ocasiões flagrantes que desperdiçou.

Resumo

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