O Tesla falhou a órbita de Marte e está a caminho da Cintura de Asteróides

Elon Musk / Instagram

Space X

Starman ao volante de um Tesla Red Roadster a caminho de Marte

Não, o Starman não está a caminho de Marte. O Tesla, colocado a bordo do Falcon Heavy, está fora do trajeto previsto e pode estar afinal a caminho da Cintura de Asteróides.

A bordo do Falcon Heavy, o foguetão mais poderoso do mundo lançado esta terça-feira, seguia um Tesla Roadster com um manequim como piloto, que recebeu o nome de Starman.

Inicialmente, o objetivo de Elon Musk era colocar o automóvel numa órbita heliocêntrica, à volta do Sol, onde iria permanecer durante mil milhões de anos, de forma a aproximar-se regularmente do planeta Marte.

Mas o Tesla está fora do trajeto previsto e quem avança com a notícia é o próprio Elon Musk, através de um post na sua conta de Instagram. O presidente da Tesla e da empresa Space X adiantou que o veículo pode estar a caminho da Cintura de Asteróides, região do Sistema Solar compreendida aproximadamente entre as órbitas de Marte e Júpiter.

Last pic of Starman in Roadster enroute to Mars orbit and then the Asteroid Belt

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A comunidade científica continua a acompanhar a aventura do Tesla Roadster com interesse. Segundo o site The Verge, alguns astrónomos, usando uma ferramenta do Jet Propulsion Laboratory da NASA, identificaram algumas diferenças entre os dados que Musk partilhou e os últimos números enviados pela SpaceX.

Os cientistas garantem que o Tesla não irá alcançar a cintura de asteróides, como afirmou inicialmente Elon Musk. Desde o início que o empresário admitiu que a possibilidade de o veículo chegar a Marte era pequena. O Falcon Heavy tinha criado grandes esperanças, que agora parecem cada vez mais reduzidas.

Elon Musk já tinha admitido que a terceira ignição tinha sido um sucesso e que o Roadster iria ultrapassar Marte, dirigindo-se à cintura de asteroides – entre Marte e Júpiter – mas nunca revelou que isso iria complicar os seus planos iniciais.

Jonathan McDowell, astrofísico de Harvard, calcula agora que na próxima década o mais perto que o Roadster vai conseguir estar de Marte é a cerca de 6,9 milhões de quilómetros, em outubro de 2020. Em março de 2021, o Tesla voltará a passar relativamente perto da Terra, a 45 milhões de quilómetros, estimou.

ZAP ZAP //

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24 COMENTÁRIOS

  1. Ler noticias destas deixam-me nervosa, nervosa… Estou eu aqui a precisar de 150 (cento e cinquenta!) mil euros pra comprar uma casa para as despesas entrarem nos eixos e este gajo gasta milhoes a enviar uma viatura para o espaco. Deus, me ajuda aiueh!

      • E porque é que não preservamos o nosso belo planeta ao invés de procurar um planeta no espaço onde consigamos apenas sobreviver (e ainda assim só meia dúzia) – aqui pederíamos VIVER MUITO BEM e não sobreviver, não fosse a espécie humana o pior e mais burro dos parasitas – aquele que mata seu hospedeiro ….

      • È curioso em você falar do futuro da humanidade no espaço, no entanto a humanidade nem neste planeta sabe viver. Falta de cooperação, irmandade, compreensão no fundo falta muita humanidade à própria humanidade. Daqui a uns anos este empresário foi só mais um na história das empresas mundiais.

      • Caro Ricardo, não estou em desacordo com o que acabou de dizer (sobre a Humanidade nem neste planeta saber viver), mas o que tem isso a ver com o futuro da Humanidade no espaço? Devemos parar a exploração espacial porque existem pessoas más? Acha que isso faz algum sentido?
        Outra coisa, quando afirma que este empresário será “só mais um” é porque não faz ideia de quem está a falar.
        Cumprimentos.

    • Normalmente os foguetões de teste levam blocos de cimento. Não é suposto levarem carga útil, precisamente porque é um teste, para ver se funciona como previsto. Muitas das vantagens que tem no seu dia-a-dia devem-se a foguetões como este, sem os quais não havia satélites e, consequentemente, muitas das suas comodidades.

  2. “Deus ajuda quem muito trabuca”! Se não fossem estas despesas arrojadas(aparentemente desnecessárias) ao longo da história da humanidade o homem ainda hoje viveria como macacos.

  3. Sim, porque um carro a pairar no espaço é deveras importante para o futuro da humanidade… não queiram preservar o planeta onde vivem, e depois queixem-se que é por o carro não ir para o espaço que a Terra deu de si…

    • Curiosamente foi enviado um carro eléctrico, exactamente para promover a preservação do mundo onde vivemos… Se calhar não percebeu essa parte, acontece aos melhores.

      • Tal como o Carlos e muitos outros, estou entre os “melhores”! Mas como o Nuno percebeu como se “promove a preservação do mundo onde vivemos” por enviar um lixo espacial, perdão, um carro elétrico para o espaço??…

        • Caro Zé Manel, compreende que isto era um voo de teste e que era preciso enviar alguma coisa, certo? A SpaceX até ofereceu o espaço de carga à NASA, à ESA e a várias nações e empresas, e nenhuma aceitou pois tratava-se de um voo de teste sem qualquer garantia de sucesso. Em vez de se mandar o tal bloco de cimento, o Elon Musk meteu lá o carro dele num mero golpe publicitário (que teria sido genial não fosse a ignorância e falta de visão de muita gente). Além disso, não há qualquer impacto ambiental negativo em termos de lixo espacial, pois o carro NÃO foi colocado na órbita terrestre: foi enviado para os confins do espaço. Percebeu caro Zé Manel?

      • Curiosamente foi utilizado um foguetão que para se colocar em órbita, gastou uma quantidade absurda de combustível fóssil… bela maneira de promover uma energia limpa!
        ainda por cima, lançar um objecto com nenhuma utilidade para o espaço… o Homem no seu melhor, a poluir além planeta!

        • Caro Carlos, com a tecnologia existente, e com a tecnologia que se prevê desenvolver num futuro próximo, esta é a única forma de enviar um foguetão para o espaço. Além disso, o impacto ambiental deste lançamento é efectivamente nulo, sobretudo se comparado com uma dúzia de carros a andar durante umas horas ou umas quantas vacas a mandar metano para a atmosfera. Se o Carlos tem um carro e come carne de vaca, vai num mês ter um impacto ambiental pior do que este lançamento, e pode ter a certeza que a utilidade para a humanidade é muito inferior. Sobre o facto do objecto enviado ter ou não utilidade, leia a resposta que dei ao Zé Manel, e procure informar-se antes de comentar. Cumprimentos.

          • Depreendo então, que não estando na órbita terrestre, já deixa de ser lixo espacial… uau! que santa ignorância! Qualquer dia aparecem por aí alguns ET’s a queixarem-se que o Homem lhes anda a mandar lixo lá para a órbita do planeta deles…

            • Carlos, o adjectivo que atribui ao carro é irrelevante. O impacto negativo desse “lixo espacial” para a Humanidade é o mesmo: zero. Compreenda que para testar um foguetão é necessário enviar algo lá para cima. Calhou ser um carro em vez do habitual bloco de cimento. Qual é a sua alternativa? Esquecer os foguetões e a exploração espacial? Acredito que não perceba (ainda) que o futuro da Humanidade está no espaço, mas no mínimo devia perceber que sem foguetões não haveria satélites, e sem satélites provavelmente não teria oportunidade de escrever as suas opiniões neste fórum (o que não deixa de ser irónico). Cumprimentos.

            • Acontece aos melhores não se informarem melhor, neste caso pesquisando um pouco sobre o estudo em questão:
              “Although there were several close encounters with Mars in our simulations, none of them resulted in a physical collision.”

              Além disso, se tivessem enviado um bloco de cimento em vez de um carro, o “problema” de “destruir a vida em Marte” era exactamente o mesmo. (Os títulos clickbait do Zap raramente têm alguma coisa a ver com a notícia, mas para isso é preciso ler a notícia).

              Carlos, repare que o seu comentário inicial era relativo à importância para a humanidade deste lançamento, do carro a pairar no espaço. Foi-lhe demonstrado que sim, este lançamento pode ser muito importante para o futuro da humanidade. Visto que não conseguiu refutar esse argumento, está a tentar refutar o quê exactamente?

              Repito o que já disse, procure informar-se melhor, organize o seu raciocínio e escreva comentários bem sustentados e construtivos.

              Obrigado e cumprimentos.

  4. Se a humanidade não consegue viver em paz e harmonia neste planeta fantástico que temos, em que é que vai adiantar ir para outros planetas?

  5. Nós precisamos do espaço, de ir ao espaço e explorar o espaço para finalmente conseguirmos ver o quão frágil e valioso o nosso planeta é.

    Eventualmente vamos ter que o abandonar e precisamos de todos os grãos de areia em prol do progresso!

    Parabéns Musk!

  6. Faço votos, que como falhou a orbita aterre diretamente á porta da minha casa, bem vou enviar já as coordenadas GPS ao Elon Musk…

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