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TC fecha lista oficial de candidatos a Belém na segunda-feira. Tino de Rans é quem prevê gastar menos

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Fernando Veludo / Lusa

O candidato presidencial Vitorino Silva, popularmente conhecido como “Tino de Rans”, tem um orçamento previsto para a campanha oficial de 16 mil euros, longe dos 450 mil euros orçamentados pelo rosto comunista na corrida a Belém.

“O meu orçamento é de 16 mil euros, mas só 10 mil em dinheiro. Tudo o resto é em géneros porque vou usar o meu carrito, vou dormir em casa de amigos, nalgumas zonas do país, mas vai ser tudo apontado e contadinho, quilómetro a quilómetro, refeição a refeição”, disse à agência Lusa o candidato.

As previsíveis sete candidaturas elegíveis para a Presidência da República têm até segunda-feira para entregar os respetivos orçamentos para a campanha oficial, entre 10 e 22 de janeiro, no Tribunal Constitucional (TC).

Até agora, faltando apenas conhecer os valores da candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, Marisa Matias, a seguir a “Tino” segue-se o detentor do cargo Marcelo (25 mil euros), em termos de despesa prevista.

O dirigente da Iniciativa Liberal Tiago Mayan Gonçalves (40 mil euros), a ex-eurodeputada do PS Ana Gomes (50 mil euros), o deputado único e presidente do Chega, André Ventura (160 mil euros), e o eurodeputado do PCP, João Ferreira (450 mil euros), são os restantes candidatos ao sufrágio de 24 de janeiro cujos orçamentos são conhecidos.

Os juízes do Palácio Ratton receberam documentação de nove cidadãos com pretensões a candidatar-se a chefe de Estado, segundo fonte da secretaria-geral do TC, mas publicamente só os referidos sete entregaram pelo menos o mínimo exigido por lei de 7.500 assinaturas de cidadãos eleitores.

Apesar de o sorteio da ordenação dos boletins de voto estar marcado para segunda-feira de manhã, o TC tem até 4 de janeiro para verificar a admissibilidade das candidaturas, nomeadamente o número de assinaturas. Segue-se um período de recurso por parte das candidaturas consideradas inelegíveis ou com irregularidades e a decisão final é proferida até 11 de janeiro.

Debates podem ir além do previsto

De acordo com o jornal Público, o TC confirma na segunda-feira quem são os candidatos na corrida a Belém, uma data no calendário de preparação das presidenciais que poderá levar ao aumento do número de debates transmitidos pelos canais de televisão generalistas e cabo.

A RTP, SIC e TVI acordaram fazer 15 debates no formato frente-a-frente e um debate com todos os candidatos às eleições. O critério seguido pelas televisões foi optar por colocar frente-a-frente os seis candidatos apoiados por partidos com assento parlamentar.

No entanto, este modelo não contempla todos os nove candidatos às eleições.

Segundo o Público, a RTP está a trabalhar com o plano fechado com a SIC e a TVI e outras mudanças só poderão ser revistas quando a lista dos candidatos for afixada no Palácio Ratton. No entanto, estará desenhar-se uma solução alternativa para incluir nos debates televisivos os três candidatos que não são apoiados por partidos com assento parlamentar – mas fora dos canais generalistas e noticiosos.

Este sábado, soube-se que Marcelo marcou um debate com Tino de Rans vai decorrer em plena campanha eleitoral, a 20 de janeiro, no Porto Canal. O Presidente da República também vai estar disponível para realizar um debate com Eduardo Batista, outro candidato mais desconhecido do grande público que conseguiu formalizar a sua candidatura.

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  Maria Campos, ZAP // Lusa

1 Comment

  1. Marcelo, prevê gastar 25 mil € e se João Ferreira prevê gastar 450 mil €, é de certeza muito mais que o dobro do actual Presidente como declaram no Artigo, não acham ?????…….. Um erro de redacção de certeza !

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