Governo pede aos suecos que se preparem para a guerra

jameslosey / Flickr

Palácio de Drottningholm, em Estocolmo, na Suécia

O Governo da Suécia está a preparar a sua população para a eventualidade de uma guerra ou de algum tipo de catástrofe natural, ataque terrorista ou ciberataque poder assolar o país. Uma iniciativa preventiva, mas que pode ser um sinal de uma preocupação real.

As autoridades suecas vão distribuir uma brochura com 20 páginas por 4,8 milhões de casas, abrangendo cerca de 10 milhões de pessoas, com o intuito de lhes ensinar o que devem fazer perante situações de crise extrema, como uma guerra, catástrofes naturais, ciberataques ou terrorismo.

Esta folheto informativo vai ser enviado entre 28 de Maio e 3 de Junho próximos, e vai ser distribuído em 13 Línguas diferentes, incluindo Árabe, Persa, Russo e Somali.

“Mesmo que a Suécia seja mais segura do que muitos outros países, as ameaças à nossa segurança e independência existem”, diz-se na brochura intitulada “Se a crise ou a guerra chegarem” (“Om krisen eller kriget kommer” na versão original em sueco).

Durante a II Guerra Mundial, foram distribuídos panfletos semelhantes, apesar de a Suécia se ter mantido afastada do conflito.

A brochura que agora vai ser distribuída explica como assegurar comida, água e aquecimento em caso de guerra ou catástrofe, ou como resolver problemas como a falta de dinheiro nas caixas Multibanco e o facto de Internet e telemóveis não funcionarem.

Inclui “dicas” para reservar água em garrafas, roupas quentes e sacos-cama, bem como para ter uma reserva de comidas não perecíveis que possam ser “preparadas rapidamente, com pouca água ou que possam ser comidas sem preparação”.

Além disso, também alerta que em caso de guerra, qualquer pessoa, com idade entre os 16 e os 70 anos, pode ser convocada para dar o seu contributo.

Por outro lado, refere os riscos de uma “ciberguerra”, avisando que é preciso confirmar as fontes de informação porque já há “estados e organizações a tentarem influenciar os nossos valores e a forma como agimos”.

Embora a Rússia não seja citada no documento, aquela parece ser uma nota claramente dirigida ao país de Vladimir Putin que terá influenciado os resultados das eleições nos EUA, de modo a eleger Donald Trump, e o referendo do Brexit, através de acções na Internet.

Em Dezembro de 2017, o chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas do Reino Unido, Stuart Peach, chegou a alertar para o receio de que a Rússia corte a Internet mundial, danificando os cabos submarinos por onde passam 97% das comunicações globais.

A Suécia tem discutido a possibilidade de aderir à NATO, numa altura em que se especula que a Rússia poderá entrar numa guerra de grande escala contra esta entidade.

Após a anexação da Crimeia por parte da Rússia, em 2014, agudizaram-se as preocupações suecas com a segurança interna, até porque submarinos e aviões russos levaram a cabo incursões não autorizadas no espaço aéreo e nas águas territoriais do país nórdico.

Após anos de cortes orçamentais na área da Defesa, num país que não vive um conflito armado há cerca de dois Séculos, a Suécia reintroduziu recentemente o serviço militar obrigatório, sete anos depois da sua supressão.

SV, ZAP //

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12 COMENTÁRIOS

  1. O que é que os Suecos sabem, que os media internacionais não estão a divulgar? Eles não são os únicos a tomar medidas preventivas nos últimos tempos. Vem ai algo bem grande, ai vem vem, e não é um grupo de arruaceiros a invadir Alcochete.

      • Ora bem Ana, disse muito bem. Os suecos já vão admitindo a violência contra as mulheres por parte dos árabes, quando o Trump mencionou esse problema, toda a gente negou!
        A propaganda disseminada todos os dias pelos media não pára, há que ter os olhos bem abertos.

  2. Já há alguns anos que os governos sabem qualquer coisa. Não é o primeiro governo ou chefe de governo a alertar que se tomem determinado tipo de medidas.

      • Eu não entraria por essa linha de raciocínio, sempre houve migrações ao longo da humanidade. Os muçulmanos radicais de facto não fogem à guerra, mas, e os restantes radicalismos? As alterações políticas, climatéricas, geográficas, cibernéticas, etc. etc. não são de descurar. Quando navego aqui por estas páginas vejo muitos radicalismos, e digo-lhe, não são muçulmanos, atenção! não estou a defender ninguém, mas o ser-humano quando se encontra num espaço que lhe dá algum anonimato revela-se. Pense nisso.

  3. A UE que se prepare com a invasão de árabes. Eles não vieram para fugir à guerra no país deles, vieram para fazer guerra na UE. Deixem os russos em paz e preocupem-se com os que infiltraram no país de acolhimento.

  4. O que os suecos sabem é que a Grécia ardeu, a Suécia ardeu, Portugal ardeu e agora Espanha também está a arder. O que têm em comum estes países? governos de esquerda com crescimento económico. O que é que não convém que fique provado? que é possível conciliar justiça social, integração dos refugiados e crescimento económico. A quem não convém o sucesso dessas políticas? a quem quer destruir a Europa, a quem quer enfraquecer a Europa, a quem quer implementar políticas segregacionistas e clivagens sociais. Em Portugal e na Grécia atacaram inclusive regiões turísticas que nesta altura do ano são de grande importância estratégica para a economia e para a imagem destes países. Gente sem escrúpulos que não olha a meios para atingir fins e que não se importa de matar pessoas de forma terrível para atingir os seus desígnios. É isso que a Suécia sabe, sabe que tipo de energúmenos avançam para o poder. Também sabe que as mulheres são vítimas de violação em todos os países inclusive pelos seus conterrâneos.

    • E se eu lhe disser que tudo o que você disse, na realidade é precisamente o contrário, que quem anda com essas políticas de aceitar refugiados é quem quer acabar com a Europa?…
      Plano Kalergi, pesquise.
      As teorias da conspiração estão todas a tornar-se FACTOS. As máscaras estão a cair.

      • Os países europeus que estão a acolher refugiados são países europeístas, adeptos dos valores humanistas que são matriciais da cultura europeia. Pelo contrário, os países que se fecham aos refugiados têm no poder governos eurocéticos e eurocríticos. Portugal, Espanha, Grécia e Suécia querem acabar com a Europa? disparate. Posições extremistas não servem a integração, fomentam a injustiça. a segregação e a violência. A quem serve o descalabro das sociedades rasgadas por esses conflitos? não é à Europa e aos seus defensores.

  5. Que disparate(s)!
    Por acaso está a tentar convencer-nos que o “sucesso económico” da Espanha é do governo de esquerda que está no poder há 2 dias? O reconhecido sucesso económico de Espanha é devido ao governo de (quase extrema) direita de Mariano Rajoy.
    Por acaso está a tentar convencer-nos de que a Grécia é um caso de sucesso de crescimento económico? Está a brincar?
    Por acaso está a tentar convencer-nos de que a Suécia é um caso de sucesso de integração de refugiados?
    Está a brincar?

    • Sim, tal como Portugal, a Grécia está a trabalhar para sair da crise com resultados reconhecidos e vai continuar a progredir, daí ser objeto de boicote. Em relação a Espanha, o objetivo é interromper o crescimento económico que vai continuar com políticas de esquerda, sem corrupção, e sem prejuízo para a paz social. A Suécia, tal como Portugal e Espanha estão a acolher os refugiados, ao contrário de Itália. Quanto à integração, Roma e Pavia não se fizeram num dia. São estes países que atuam com memória e com civismo, os verdadeiros baluartes dos valores europeus. A Europa foi e é grande, pela sua defesa dos valores humanistas e pela sua abertura a outros povos, foi essa diversidade que levou à sua grandeza e ao seu crescimento, é essa a sua identidade, mas a Europa não foi só um centro de abertura à diversidade e de respeito pela diferença. Todos os países da Europa tiveram o seu período crítico e os seus povos também foram refugiados, acolhidos por outros países, que lhes abriram as portas com generosidade, mesmo àqueles que agora se fecham com soberba e sobranceria, esquecendo as suas dívidas para com a História, como a Hungria e a Itália.

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