Submarino nuclear naufragado está a emitir radiação 100 mil vezes superiores ao normal

O submarino soviético Komsomolets, com casco de titânio, capaz de mergulhar em profundidade e equipado com dois torpedos com munições nucleares, afundou-se no Mar de Barents após um incêndio, em 1989. Agora, uma equipa de investigação russa e norueguesa informou que o submarino está a emitir altos níveis de radiação.

Segundo noticiou a Visão na quarta-feira, o naufrágio ocorreu no oeste do Mar de Barents, a cerca de 420 quilómetros da costa norueguesa. O incêndio de 07 de abril de 1989 começou devido a um curto-circuito na sala das máquinas do navio, tendo sido o navio capaz de flutuar durante cerca de cinco horas.

No entanto, um total de 42 dos 69 membros da tripulação foram mortos, a maioria vítima de hipotermia, enquanto aguardavam o resgate.

Na segunda-feira, um mini-submarino, controlado remotamente, recolheu amostras de água de um tubo de ventilação no submarino naufragado e a sua leitura indicou que os níveis de radiação são 100 mil vezes superiores aos da água do mar normal.

A última vez que a radiação tinha sido medida foi em 2008, quando um cientista russo disse que havia detetado um pequeno derrame radioativo. Antes disso, os níveis de radiação registados foram sempre relativamente baixos.

Enquanto operavam o submarino remoto, os cientistas testemunharam uma “nuvem ocasional” emergindo do tubo de ventilação. A equipa acredita que o tubo pode ter contacto direto com a carga radioativa do navio.

“Temos observado uma espécie de nuvem saindo desse buraco de vez em quando. Em paralelo com o teste em que medimos a poluição, uma nuvem também saiu do buraco. Isso pode indicar que a poluição sai por impulsos”, explicou Hilde Elise Heldal, do Instituto Norueguês de Pesquisa Marinha, à emissora TV2 da Noruega.

Contudo, sublinhou, “os resultados são preliminares”, acrescentando que os níveis de radiação detetados não ameaçam a pesca nem os cientistas a trabalhar na área.

Norwegians photographed the K-278 Komsomolets submarine.

Norwegians photographed the K-278 Komsomolets submarine of the Soviet Union at a depth of 1,665 metersThe Norwegian and Russian scientists who traveled to the Barents Sea to examine the sunken the K-278 Komsomolets nuclear-powered attack submarine of the Soviet Union received clear images of its hull. At 8.45 pm on Sunday July 7 2019, the underwater robot Egir reached the sunken nuclear submarine.The pictures showed that the submarine lies at a depth of 1,665 meters, and ship was heavily damaged by the impact of the sea floor. But there was a leak of radioactivity at all times Even after 30 years have passedInitially, the investigation of Norwegian and Russian scientists indicated that in the area of ​​the incident, there was a high level of radioactive contamination in the water, indicating that there was a leak from the vessel's reactor or nuclear warhead. “I was afraid that it would not be so easy to find, but we found it right away. Photos, of course, make a deep impression if you know the whole background. These are crisp and clear pictures, ”says Hilde to Elise Heldahl, expedition leader at the Norwegian Institute for Marine Research.Now researchers take water samples at the crash site and lift the silt from the ocean floor, where the submarine lies. Thus, they hope to give an answer to how great the danger to the environment is. On board the submarine is a nuclear reactor, as well as two nuclear warheads.The previous major expedition in this area was conducted by Russian scientists in 2007 Then they stated that there were leaks of radioactivity through a valve in the body, Norwegian researchers intend to find out whether the situation has worsened over the past 12 years.

Publicado por Military Armed Forces em Terça-feira, 9 de julho de 2019

Mas é “importante que o acompanhamento continue, para que tenhamos um conhecimento atualizado da evolução da poluição na área em torno do naufrágio. A vigilância ajuda a garantir a confiança do consumidor na indústria pesqueira norueguesa”, afirmou.

Ingar Amundsen, diretor da Diretoria de Proteção à Radiação e Segurança Nuclear da Noruega, declarou que “as novas pesquisas da Noruega e a Rússia são importantes para a compreensão do risco de poluição representado pelo Komsomolets”.

A notícia dos níveis de radiação emitida por este submarino chega dias depois de o governo russo confirmar que um incêndio noutro submarino, movido a energia nuclear, matou 14 marinheiros, também ocorreu no Mar de Barents. O ministro da Defesa, Sergei Shoigu, disse no início desta semana que o reator nuclear a bordo estava “operacional” após a tripulação ter tomado as “medidas necessárias” para o proteger.

TP, ZAP //

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4 COMENTÁRIOS

  1. Os que morreram há espera do resgate infelizmente na Marinha russa isso já é comum quanto aos problemas com a radiação agora devem ficar a cargo da Noruega a Rússia está como todos sabem

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