Stent removível no cérebro aprovado para tratamento de AVC

d.r. Medtronic

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Pela primeira vez em 20 anos, a Associação Americana do Coração recomenda um stent para o tratamento de acidentes vasculares cerebrais – um dispositivo mecânico que é introduzido no cérebro para capturar e remover coágulos sanguíneos.

O procedimento padrão de um AVC, e que ainda se mantém como primeira opção, é o uso de medicamentos para dissolver os coágulos de sangue que se formam no cérebro.

A medicação pode, contudo, falhar em alguns casos, além de só poder ser administrada até 4 horas e meia depois dos primeiros sintomas – tempo que muitas vezes não é suficiente para que o doente procure ajuda médica.

O stent cardiovascular tradicional é instalado na artéria para a manter aberta

O stent cardiovascular tradicional é instalado na artéria para a manter aberta

O novo procedimento consiste em levar um stent – tubo que percorre o interior de um vaso sanguíneo – até ao local onde se encontra o coágulo.

O procedimento, publicado no jornal Stroke, passou a fazer parte das recomendações da Associação Americana do Coração para o tratamento de AVC.

O stent é uma endoprótese expansível, composta por um tubo perfurado, geralmente de metal (aço e ligas de cromo e cobalto), que é normalmente inserido por um cateter numa artéria entupida para prevenir ou impedir a constrição do fluxo sanguíneo.

Os stents são frequentemente utilizados para repor o fluxo sanguíneo nos órgãos, quando o mesmo se encontra diminuído devido a uma obstrução. Embora sejam muito utilizados em cardiologia, foram inventados por um urologista.

Ao contrário dos stents utilizados para tratar artérias coronárias entupidas, o stent usado no cérebro não é deixado no local para manter a artéria aberta, sendo removido, juntamente com o coágulo, depois de o capturar.

O procedimento pode ser realizado até seis horas após o início dos sintomas de AVC, nos casos que ocorreram devido a um coágulo em artérias grandes.

ZAP / Move

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