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“A situação está caótica”: Hospital de Penafiel com vários profissionais infetados

Caroline Blumberg / EPA

Colaboradores de vários grupos profissionais do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, em Penafiel, estão infetados com o novo coronavírus, disse esta terça-feira a administração daquela unidade, sem precisar o número de casos.

“Tal como em todos os hospitais, há profissionais infetados, de todos os grupos profissionais. Até ao momento, não está em causa o funcionamento do hospital”, lê-se num esclarecimento enviado à agência Lusa.

Um colaborador do CHTS ouvido pela Lusa relatou uma situação de “grande dificuldade” no hospital de Penafiel, incluindo na urgência, onde os doentes aguardam horas para serem atendidos, devido à insuficiência de profissionais.

“A situação está caótica, com os corredores cheios de doentes”, contou.

No esclarecimento do CHTS, que não responde à questão da Lusa sobre o número de profissionais infetados naquela unidade hospitalar, assinala-se que as dificuldades ocorrem devido à ausência de vários colaboradores.

Isto, acrescenta, “seja porque estão contaminados, seja porque estão de quarentena, por alguns contactos de risco com outras pessoas contaminadas”.

Sobre a questão na urgência, refere-se que “a grande causa de dificuldade de gestão do serviço, na atualidade, prende-se com o enorme afluxo inadequado de utentes somente com o objetivo de fazerem o teste”. Segundo o CHTS, “essa afluência tem inclusivamente ultrapassado os picos máximos habituais em tempo de gripe”.

O esclarecimento enviado à Lusa realça um apelo à população para que “só vá à urgência por motivos graves”. “A realização de testes deve ser feita por contacto com a linha SNS 24 ou com os médicos de família. As idas à urgência nesta altura, por motivos inapropriados, são totalmente desaconselhadas, até porque origina excessiva aglomeração, potenciadora de indesejáveis contaminações”, conclui o CHTS.

Em Portugal, morreram 2.213 pessoas dos 103.736 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

  ZAP // Lusa

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