Sites vendem cirurgias plásticas com 60% de desconto

Unknow / Wikimedia

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Há sites de promoções na Internet que estão a divulgar a realização de cirurgias plásticas com descontos superiores a 60%. Aumentar os seios pode custar apenas cerca de 1.700 euros, em vez dos 4 mil cobrados habitualmente.

Uma pequena pesquisa pelo Google dá acesso a várias ofertas deste tipo, nos chamados sites de compras colectivas, que promovem descontos em vários tipos de produtos e de serviços.

O Diário de Notícias dá conta de um caso em que se “vende” uma rinoplastia, uma cirurgia de correcção e redução do nariz, por “1.499 euros em vez de 4.670 euros”.

Mas também é possível encontrar a promoção de uma cirurgia de aumento mamário por 1.699 euros em vez de 4 mil euros, incluindo no preço um ano de consultas pós-operatórias.

Estão em causa descontos na ordem dos 60% que devem ser analisados com atenção pelos consumidores, conforme alerta o cirurgião plástico Celso Cruzeiro, presidente da Sociedade Portuguesa de Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética.

O profissional lembra que os preços baixos podem ser um indicador de potenciais procedimentos menos próprios, o que permitirá poupar dinheiro e, logo, poder cobrar menos.

Celso Cruzeiro alerta para a gravidade e consequências desastrosas de cirurgias plásticas realizadas por pessoas sem qualificações ou médicos de outras especialidades.

Em declarações à agência Lusa, o especialista salienta que a cirurgia estética sofreu um desenvolvimento muito grande nos últimos tempos, que levou “uma série de oportunistas e clubes de saúde e de massagens, SPA e cabeleireiros” a praticarem actos para os quais não têm competência.

“Cada vez mais assistimos a processos em tribunal e na Ordem dos Médicos por problemas causados aos doentes que se submetem a intervenções por pessoas não habilitadas”, diz Celso Cruzeiro, que é também director do serviço de Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e de Queimados do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

O cirurgião lembra ainda, em declarações ao DN, que, na América Latina, há casos de “pessoas que injectaram óleo de coco na face e silicone das casas nos seios”. Por isso, avisa que “é importante que as pessoas vejam bem aquilo que escolhem”.

ZAP / Lusa

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