“Significativo retrocesso”: consultas para deixar de fumar caíram mais de 50%

gregalex777/Flickr

Por ano, cerca de 5,6 triliões de cigarros utilizados são atirados para as ruas.

Pandemia fez descer muito o número de primeiras consultas para deixar de fumar.

Os primeiros tempos da pandemia criaram a ideia (e a realidade) de que milhares de pessoas deixaram de ir a consultas em centros de saúde ou hospitais; ao longo de 2020 o contexto foi esse, por receio do coronavírus. Também as pessoas que querem deixar de fumar afastaram-se mais das consultas.

O relatório do Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo revela que, em 2020, o número de primeiras consultas com o intuito de deixar de fumar caiu para mais de metade. Foram 6.129 utentes, menos 51,7 por cento do que em 2019.

Foi um “significativo retrocesso” no âmbito do Programa de Apoio Intensivo à Cessação Tabágica, num ano claramente marcado pelo COVID-19.

As quedas verificaram-se também no número de locais de consultas para deixar de fumar (foram 152, menos 35,3 por cento), no número total de consultas realizadas (25.486 consultas, menos 39,2 por cento do que no ano anterior) e ainda nas dispensas às farmácias de embalagens de vareniclina (menos 29,1 por cento), que é um medicamento utilizado habitualmente no tratamento do tabagismo.

O que aumentou, embora pouco (mais 2,6 por cento) foi a procura nas farmácias de embalagens de medicamentos de substituição de nicotina.

Em 2019 – os últimos dados disponíveis – morreram em Portugal mais de 13.500 pessoas relacionadas com o tabaco. A Organização Mundial de Saúde indica que, por ano, morrem mais de oito milhões de pessoas por doenças associadas ao tabaco.

Uma nova campanha da Fundação Portuguesa do Pulmão, que tenta convencer os portugueses a deixarem de fumar (e tenta aumentar o apoio médico), vai oferecer ajuda médica nos primeiros 100 contactos que receber.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

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