Short Selling – ou como vender ações emprestadas para ganhar muito dinheiro

Vender ações da bolsa que não são suas é uma forma de ganhar bastante dinheiro. Esta forma de negociação, denominada short selling, é muito lucrativa mas implica algum risco, pelo que é prudente aconselhar-se junto de profissionais qualificados.

Quando um investidor aposta em short selling, ou seja, na venda de ações a descoberto, em tradução livre, está essencialmente a vender ações emprestadas – uma aposta que pode ser muito lucrativa, mas que para os menos experientes é aconselhável fazer com a ajuda de consultores profissionais ou empresas como a Shortselling.com.

Quando o investidor vende ações emprestadas, está na realidade a prometer vender ações que ainda não tem, na esperança de mais tarde poder compra-las a um preço mais baixo, para as entregar ao comprador.

Ao apostar em short selling, o investidor acredita que o preço de mercado das ações irá sofrer uma queda antes de ser obrigado a entregá-las. Desta forma, poderá ficar com a diferença que resulta de vender mais caro e comprar mais barato.

A devolução das ações emprestadas fica marcada para um dado momento no futuro, e é uma condição para esta transação. Entretanto, o short seller terá de pagar do seu próprio bolso as receita de dividendos ao proprietário das ações, uma vez que as ações originais  não geram receita — porque não as tem em sua posse nesse momento.

O objetivo do short seller é que o valor das ações em bolsa de uma determinada entidade caia, ou que a empresa vá à falência antes do prazo de entrega das ações emprestadas – a data de vencimento. Se isso acontecer, o investidor poderá comprar as ações de volta a um preço muito mais baixo, substituir as ações emprestadas e guardar para si a diferença, à qual são subtraídos os pagamentos de substituição de dividendos vencidos entretanto.

Exemplo de um cenário de short selling

Quando o assunto não é simples, um exemplo é normalmente a melhor forma de o explicar Tomemos um caso real como exemplo: a Huawei, conhecida fabricante de smartphones, computadores e muitos outros equipamentos, e a ameaça de lhe ser bloqueado o acesso aos mercados norte-americanos.

Quando esta possibilidade surgiu, a especulação à volta das ações da marca na bolsa ganhou outros contornos. Se o bloqueio viesse a acontecer, naturalmente o valor em bolsa da Huawei sofreria uma queda – aliás, as notícias acerca da possibilidade, por si só,  tiveram logo esse efeito, embora a uma escala muito inferior.

Se, por outro lado, o bloqueio aos mercados não se verificasse, então o oposto aconteceria e o valor das ações em bolsa da Huawei valorizariam. Vejamos ambas as possibilidades.

Imaginemos que um investidor tomou conhecimento da possibilidade de a Huawei ser excluída dos mercados norte-americanos, e quer fazer short selling das ações da marca, porque está a contar que isso mesmo aconteça e essas ações desvalorizem num futuro próximo.

Na altura, as ações da Huawei valem 50€ cada uma. O investidor irá pedir emprestadas 100 ações em bolsa desta marca e vende-as por esse valor. Só terá de as devolver ao seu proprietário um mês depois, ficando obrigado a pagamentos de substituição de dividendos até lá, uma espécie de compensação pelo empréstimo. A partir daqui há dois cenários possíveis.

O cenário lucrativo

Cenário 1: alguns dias depois é decretado que a Huawei está proibida de aceder ao mercado nos Estados Unidos. Ora, sendo este país uma grande potência económica e ficando a marca impedida de vender os seus produtos a esse cliente, as ações em bolsa desvalorizam e valem agora 40€ cada uma.

Entretanto chegou a data de vencimento, altura em que o investidor terá de devolver as ações emprestadas. Assim sendo, compra agora realmente 100 ações da Huawei, por 40€, em vez dos 50€ pelos quais as vendeu, para “devolver” as ações emprestadas.

O seu lucro é de 1.000€, aos quais são subtraídos o pagamento de substituição de dividendos, os quais lhe custaram 80€ (por exemplo). Assim sendo, os seus ganhos líquidos são 920€. Eis um caso de short selling bem sucedido.

O cenário com prejuízo

Cenário 2: Regressamos ao início, quando o bloqueio no acesso aos mercados dos EUA para a Huawei ainda são uma possibilidade. O short seller acredita que esse cenário se irá concretizar e vende as 100 ações emprestadas pelo atual valor de mercado: 50€.

No entanto, numa reviravolta surpreendente, isso não se verificou e a relação entre a marca e o país está ainda mais forte. O valor em bolsa da Huawei sobe e as ações valem agora 60€ cada uma.

Chegando o prazo de vencimento, o short seller tem de devolver as ações ao proprietário, mas comprá-las de volta deu-lhe bastante prejuízo — ao qual terá ainda de somar o valor dos dividendos. Neste caso, teve prejuízo em fazer short selling.

Na pior das hipóteses, o investidor não comprou as ações a 60€ (o que lhe permitiria mimizar as perdas) acreditando que ainda viriam a baixar, mas as ações continuaram a subir. O short selling tem o potencial de gerar lucros rápidos e volumosos, mas também prejuízos que se prolongam no tempo

 

Confie em quem tem experiência

A bolsa de valores não foi feita para os inexperientes e principiantes. Este é um mundo onde circulam fortunas, mas não precisa de ser milionário para gostar de ver o seu dinheiro bem gerido. É por isso que devemos contar com a colaboração de especialistas, como a ShortSelling.com, com muitos anos de experiência em finanças, tecnologia, comércio online e vendas a descoberto.

Encontrar o corretor certo não é fácil, pois é tão importante fazer uma diligência minuciosa da empresa com a qual escolhe negociar quanto não perder tempo ou dinheiro no caminho para lá.

Escolha uma plataforma na qual possa confiar, onde todos os negócios são feitos com a seriedade, atenção aos detalhes e profissionalismo que todos os investidores merecem.

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