Será que vem aí um iCar?

(dr) Franco Grassi

Conceito artístico do iCar, o automóvel da Apple, conforme imaginado pelo designer industrial italiano Franco Grassi

Conceito artístico do iCar, o automóvel da Apple, conforme imaginado pelo designer industrial italiano Franco Grassi

A Apple reduziu drasticamente o investimento no projecto de desenvolver um automóvel Apple, mas parece estar cada vez mais entusiasmada com a ideia de desenvolver o “cérebro” dos veículos autónomos que vão ser o fututo da indústria automóvel.

Numa carta à National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), agência governamental americana responsável por reduzir o número de mortes e acidentes causados por veículos, Steve Kenner, diretor de integridade dos produtos Apple, afirmou que a empresa tem um grande interesse no potencial de sistemas autónomos e machine learning, inclusivamente na área dos transportes.

A gigante de tecnologia investiu uma quantia substancial no projeto Titan, que está alegadamente ligado aos veículos autónomos, e que se apresentava como a grande promessa da Apple desde 2014.

Porém, segundo o “The New York Times” e a agência “Bloomberg”, a empresa já não se encontra interessada em produzir os ditos veículos – mas antes em desenhar a tecnologia do “cérebro” que os controla.

Executados de forma correta, sobre a orientação da NHTSA, os veículos autónomos têm o potencial de melhorar significativamente a experiência humana. Podem prevenir milhões de acidentes rodoviários e centenas de fatalidades a cada ano, e possibilitar mobilidade aos que não a têm“, escreveu Kenner.

Outras empresas, como a Google, também estão a explorar a área dos veículos autónomos, sendo que já estão em fase de testes há alguns anos.

A Tesla Motors, que desenvolve, produz e vende automóveis elétricos, é uma das que lidera a corrida aos veículos autónomos, mas já se viu envolvida em situações indesejáveis.

Em maio 2016, ocorreu o primeiro acidente fatal com um veículo autónomo: Joshua Brown conduzia um dos modelos de self-driving car da Tesla, o Tesla Model S, quando este não reconheceu um camião no seu caminho e com ele colidiu.

No momento da colisão, o condutor do autónomo Tesla estava a ver um filme da série Harry Potter, contou o motorista do camião envolvido na colisão.

Segundo Baressi, “o outro carro ia tão depressa que se enfaixou no meu trailer e eu nem o vi”.

Desde então, a Tesla não cessou de aperfeiçoar o seu self-driving – e a entrada na corrida de um possível iCar de condução autónoma irá ajudar a que mais rapidamente tenhamos nas estradas sistemas de condução autónoma 100,00% seguros.

Algo que, diga-se literalmente, nunca seria “humanamente possível”.

ZAP / Espalha Factos

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