Startup lançou quatro micro-satélites não autorizados para o espaço

(dv) ISRO

Uma startup norte-americana lançou quatro satélites não autorizados para o espaço, a partir da Índia.

Enquanto algumas pessoas se preocupam que ter um Tesla Roadster a caminho de Marte constitui lixo espacial, há startups que parecem querer tratar o espaço como o “oeste selvagem”, lançando satélites não autorizados para o espaço que poderão por em risco outros satélites.

A 12 de janeiro um satélite indiano de mapeamento e umas dezenas de CubeSats mais pequenos foram lançados a partir da Índia.

Além disso, foram também enviados para o espaço quatro micro-satélites misteriosos – os SpaceBees – que se imaginam pertencer a uma startup norte-americana chamada Swarm Technologies.

O problema é que a Swarm Technologies não tinha autorização para colocar estes satélites em órbita, sendo que esse pedido tinha sido recusado por serem considerados perigosos para outros satélites.

O fator de risco advém do facto destes micro-satélites terem um tamanho bastante reduzido (próximo de um livro) o que impossibilita o seu seguimento a partir das estações de radar no solo.

É por isso que os satélites têm um tamanho mínimo recomendado, que permita serem seguidos do solo para se saber sempre por onde andam, especialmente quando deixam de funcionar.

É precisamente por isso que a Comissão Federal de Comunicações (a FCC) não ficou muito convencida com os sistemas que a Swarm implementou, com um GPS a bordo que permite comunicar com ele para pedir a sua localização exata. Se o satélite deixar de funcionar – o que inevitavelmente acontecerá, depois do seu tempo útil de vida – deixaria de se saber por onde anda.

Ainda assim, a empresa parece ter ignorado estes “detalhes” e avançado com o lançamento de quatro destes micro-satélites.

A ideia da Swarm é criar uma constelação de micro-satélites para complementar uma rede “internet of things” que permita comunicações em todo o mundo, mesmo em locais onde não haja cobertura tradicional.

Embora a empresa já tenha dito que a sua próxima geração de satélites irá usar um tamanho maior que permitirá o tracking a partir do solo, resta saber a que tipo de penalização se arrisca por ter avançado com este lançamento sem as devidas autorizações.

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