Santuário de Fátima esgota lotação. Centenas de peregrinos ficaram à porta

Celebrações do 13 de maio no Santuário de Fátima, maio de 2021

No dia de ontem, o Santuário de Fátima atingiu às 20h25 a lotação máxima de 7.500 pessoas, estabelecida devido à pandemia de covid-19, disse à agência Lusa fonte oficial da instituição.

Ao início da noite, já metade das oito entradas do Santuário tinham fechado, por terem atingido a lotação máxima.

O limite máximo foi alcançado uma hora antes do início da peregrinação internacional de maio ao santuário, que começou às 21h30 com a recitação do terço, seguida da procissão das velas e celebração da palavra.

Na manhã do passado sábado, já estavam no recinto peregrinos a marcar lugar ou a deixar cadeiras amarradas às grades, de forma a garantir a sua presença nas celebrações da noite.



Na semana passada, o Santuário de Fátima anunciou que as celebrações da peregrinação de 12 e 13 de maio iriam ter um limite de 7.500 pessoas, justificando que a pandemia de covid-19 “ainda não oferece garantias” para acolher “sem reservas” todos os fiéis.

Desta forma, ao princípio da noite de ontem havia centenas de peregrinos nas imediações do Santuário de Fátima, que não conseguiram entrar no recinto.

As regras de combate à pandemia tornaram o santuário mais restrito e obrigaram a limitar o acesso às cerimónias, tornaram obrigatório o uso de máscara e a criação de distanciamentos nunca vistos. Nem todos gostaram, mas não houve incidentes a registar.

Quem ficou do lado de fora acabou por se dirigir a cafés e entradas dos hotéis, podendo assim assistir pela televisão às celebrações e à procissão das velas que se realizava no interior do Santuário, conta o Diário de Notícias.

Mesmo em altura de pandemia, os peregrinos fizeram-se à estrada, embora em grupos pequenos, e sabendo do constrangimento da falta de postos de apoio ao longo do caminho.

“Estes meses foram difíceis mas não foram vãos”

Este ano não houve missa no final da tradicional procissão das velas, houve apenas uma “celebração da Palavra“ que encerrou a noite da maior peregrinação anual do santuário de Fátima.

Tolentino Mendonça presidiu às cerimónias. “De maio passado a este, vivemos um ano difícil”, começou por dizer aos milhares de peregrinos que encheram o santuário, lembrando todos aqueles a quem o vírus “ceifou vidas e alastrou lutos”.

D. José Tolentino pediu ainda a intercessão da Senhora para que “escutes no silêncio desta noite a fadiga e o esforço, a solidão e as lágrimas, o cansaço e as necessidades de todos”.

“Estes meses foram difíceis mas não foram vãos” e, assim sendo, o cardeal e poeta tentou passar uma mensagem de esperança: “Precisamos de esperança para olhar para mais adiante, para ganhar confiança e repartir”, referiu aos milhares de peregrinos iluminados pelas velas acesas.

As celebrações continuam ao longo do dia de hoje onde será recitado o terço, realizando-se depois a missa, que inclui uma palavra dirigida aos doentes, com as celebrações a terminarem com a procissão do adeus.

“É uma questão de amor ao próximo”

No dia depois das ruas lisboetas se terem enchido de adeptos sportinguistas para celebrar o título leonino, D. António Marto reitera que em Fátima o cumprimento escrupuloso das regras ditadas pelas autoridades “é uma questão de amor ao próximo, à sua saúde e à sua vida”, refere citado pelo Expresso.

No segundo ano consecutivo de restrições nas celebrações, as preocupações com a integridade dos visitantes e de evitar o contágio de covid-19 são grandes, mas ninguém tem dúvidas de que é igualmente grande o preço a pagar pelas limitações de acesso ao santuário.

“É sempre doloroso” afastar os peregrinos, assume o reitor de Fátima. “Sentimos diariamente a falta deles”, prossegue António Cabecinhas que lembra como “estes tempos são difíceis” e o quanto “a situação económica e financeira” do santuário “apesar de estável, é difícil”.

Segundo o Expresso, a pandemia trouxe um corte de 70% nas receitas do santuário e o dumping das esmolas entregues a Fátima.

No entanto, apesar das dificuldades e do arranque de um programa de reestruturação financeira, o santuário continua sem apresentar as contas públicas da última década.

Ana Isabel Moura, ZAP // Lusa

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