Rússia denuncia o segundo ataque contra refinaria de petróleo

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Roman Pilipey / EPA

Imagens mostram um drone a despenhar-se contra a refinaria de petróleo de Novoshajtinsk, em Rostov, provocando uma grande explosão. 

O ataque não foi reivindicado pela Ucrânia, mas Vasily Golubev, governador regional de Rostov, que partilhou vídeos nas redes sociais, acusa os ucranianos de terem enviado dois drones contra a refinaria, que ficou paralisada com a explosão.

Esta já é a segunda vez que os ucranianos atingem uma infraestrutura petrolífera russa, sendo que na primeira o alvo foram plataformas petrolíferas ao largo da costa da Crimeia, a península anexada pela Rússia em 2014.

O ataque decorreu em Rostov, no Sul da Rússia e perto do mar de Azov, onde as forças mobilizadas por Putin se concentraram para a ofensiva militar no Donbass.

Pode ter acontecido “uma embaraçosa penetração dos sistemas de defesa aéreos russos”, segundo noticia o The Guardian, acrescentando que os drones foram lançados a partir da Rússia ou atravessaram território controlado pela Rússia.

O ataque não provocou vítimas, ao contrário de outra explosão, num depósito de munições na região russa de Vladimir, depois de uma “detonação espontânea durante uma operação de carregamento”. De acordo com o Exército russo, morreram quatro pessoas, incluindo três soldados, nessa explosão.

A Rússia já conseguiu avançar mais, estando a chegar perto do seu objetivo de capturar o que resta de resistência ucraniana na região de Lugansk.

Moscovo lançou intensos bombardeamentos contra as cidades vizinhas de Severodonetsk e Lysychansk. Em Severodonetsk os russos ainda não conseguiram controlar a fábrica química de Azot, local onde permanecem escondidos cerca de 500 ucranianos e alguns soldados.

A conquista das duas cidades permitirá a Moscovo concentrar-se nos combates em Donetsk — província que, como Lugansk, integra a região do Donbass, no Sudeste da Ucrânia (parcialmente ocupada por forças pró-russas desde 2014).

A organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras descreveu ter provas de um “nível chocante” de “violência indiscriminada” contra civis na Ucrânia, e alerta para a falta de esforço por parte das forças russas para proteger os civis dos seus ataques.

“As feridas dos nossos doentes e as histórias que contam mostram inquestionavelmente o nível chocante de sofrimento que a violência indiscriminada desta guerra está a infligir aos civis”, declarou Christopher Stokes, coordenador de emergência da organização.

  ZAP //

3 Comments

  1. É bem feito. Assim pode ser que tomem consciência de que deviam fazer-lhes o mesmo. E não mataram, nem torturaram civis como eles estão a fazer.

  2. A russia pode atacar mas não pode ser atacada?
    Será que ainda falta muito para o putin desaparecer?
    Será que ainda falta muito para a russia desaparecer?

  3. Os novos nazis do mundo estão aí à vista de todos. Os que juraram que nunca mais nada daquilo se repetiria devem cobrir-se de vergonha. Ofende-se a memória dos que morreram defendendo a liberdade da Europa contra os nazis.

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