“Sentimento nacional de revolta”. Costa não entende greve por “aumentos salariais de 2021”

Paulo Novais / Lusa

O primeiro-ministro alerta para a incompreensão do momento da greve, uma vez que “se refere a aumentos salariais de 2021 e 2022”.

Claro sentimento social de revolta e incompreensão” e “uma luta que o país não percebe”. Estas foram as frases usadas pelo primeiro-ministro português para descrever a greve dos motoristas de matérias perigosas, marcada para a partir do dia 12 de agosto, e que António Costa diz ser incompreensível.

É uma greve que “se refere a aumentos salariais de 2021 e 2022, quando já estão acordados aumentos salariais de 250 euros para janeiro de 2020“, referiu o Governante, adiantando que mantém a esperança que ambas as partes cheguem a um consenso.

Após o encontro semanal com Marcelo Rebelo de Sousa, que aconteceu em Loulé, António Costa apelou aos patrões e aos motoristas para que arranjem um entendimento na próxima segunda-feira, altura em que voltam a reunir.

“É a última oportunidade para que haja uma solução acordada“, disse, citado pelo Observador, voltando a sublinhar que “ninguém compreende como é que se faz uma greve em agosto de 2019 relativamente a aumentos salariais de 2021 e 2022”.

Caso a greve avance, Costa garantiu que “o Governo está neste momento preparado para adotar todas as medidas do ponto de vista legal e operacional para minorar tanto quanto possível os efeitos de uma eventual greve” que, voltou a frisar, é “injustificável” e que “nada justifica”.

“O direito à greve é um direito legítimo de todos os trabalhadores, mas com a devida proporcionalidade, com a devida razoabilidade. Creio que nem é saudável criar num país tanto antagonismo, uma luta que dificilmente as pessoas conseguem compreender”, afirmou o primeiro-ministro.

A greve convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), que começa em 12 de agosto, por tempo indeterminado, ameaça o abastecimento de combustíveis e de outras mercadorias.

O Governo terá de fixar os serviços mínimos para a greve, depois das propostas dos sindicatos e da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) terem divergido entre os 25% e os 70%.

O SIMM já veio dizer que as consequências desta greve serão mais graves do que as sentidas em abril, já que, além dos combustíveis, vai afetar o abastecimento às grandes superfícies, à indústria e aos serviços, podendo “faltar alimentos e outros bens nos supermercados”.

ZAP //

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12 COMENTÁRIOS

  1. … estou completamente de acordo com esta greve. A única incompreensão é a deste desgoverno total guiada por este individuo.

    • Quem se esconde em “cifras” é, desde logo um pobre diabo que atira a pedra e esconde a mão. Se você está de acordo com esta insurreição, e pela argumentação aduzida, é no mínimo um inconsciente que nem sequer é capaz de discernir um conflito laboral, onde o governo só é chamado a pedido das partes, ou então para impedir que a insurreição se alastre.

  2. O costa e a sua quadrilha, incluindo os que o apoiam, berloque e cassete jerónimo, sempre gostaram de greves. Mas é só quando lhes interessa.

  3. Sou completamente contra esta e qualquer outra greve. Nunca fiz greve na vida nem nunca vou fazer. As pessoas são pagas para prestar um determinado serviço à empresa que os contrata. Se não estão satisfeitas com o acordo são livres de procurar outro emprego. Quem se deixou chegar a um ponto que não arranja emprego em mais lado nenhum, só tem a si mesmo a culpar-se. Tivesse estudado e trabalhado mais.

    • Falas de barriga cheia!!
      Achas que os direitos laborais caíram do céu?!
      Quantas greves tiverem que ser feitas, para haver um horário de trabalho, um período de férias, etc, etc?
      Pois…

      • Vivo nos EUA onde nem sequer há um período mínimo de férias declarado por lei. Cada empresa é livre de oferecer as férias que entender. E cada pessoa é livre de escolher a empresa que quer tendo em conta o que mais valoriza. Não se trata de ter a barriga cheia, trata-se de assumir responsabilidade pela situação em que se encontra.

  4. Este não percebe esta greve, mas atira-se aos trabalhadores, pondo na boca do povo a sua “incompreensão”, outros ainda não perceberam como este chegou a primeiro.
    O segundo também não entende se as Leis do país são para serem seguidas e respeitadas, ou aplicação fica sujeita a quem.
    Também ficamos a saber que as Leis deste país caducam por idade, passam a sofrer das doenças do esquecimento.
    Boa gente esta que de assalto tomou o poder.

  5. Este não percebe esta greve, mas atira-se aos trabalhadores, pondo na boca do povo a sua “incompreensão”, outros ainda não perceberam como este chegou a primeiro.
    O segundo também não entende se as Leis do país são para serem seguidas e respeitadas, ou a aplicação fica sujeita a quem.
    Também ficamos a saber que as Leis deste país caducam por idade, passam a sofrer das doenças do esquecimento.
    Boa gente esta que de assalto tomou o poder.

  6. A Esquerda ao contrario do que vendem, não está lá para defender trabalhadores muito menos os que trabalham no sector privado, está lá para dar-se poder a si mesma e taxar

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