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Maias e astecas extraíam corações humanos para “alimentar” os deuses

Vviktor / Pixabay

Templo de Kukulcán, localizado em Chichén Itzá – uma cidade arqueológica maia, no Iucatã,

Uma nova investigação revelou detalhes de sacrifícios humanos que incluíam a extração de corações humanos que foram perpetrados por civilizações meso-americanas antigas, como é o caso dos maias e dos astecas.

A equipa de cientistas mexicanos analisou esqueletos de pessoas destas civilizações, comparando depois as suas feridas ósseas com fontes históricas, que descrevem cerimónias e rituais de extração de corações.

O estudo, cujos resultados foram recentemente publicados na revista científica especializada Current Anthropology, debruçou-se sobre a natureza dos golpes infligidos no tórax das vítimas, visando assim determinar como é que o procedimento foi levado a cabo e que ferramentas foram utilizadas por estas civilizações antigas.

Analisando os restos morais em combinação com os dados históricos, os cientistas elencaram três métodos de remoção do coração: toracotomia subdiafragmática, na qual era feita uma incisão diretamente abaixo das costelas; toracotomia intercostal, com cortes entre as costelas; e a toracotomia transversal bilateral, que implicava uma incisão horizontal no esterno, explicam os cientistas em comunicado.

Na nova investigação, os cientistas apontam que estes sacrifícios humanos serviram como fonte de “matéria revitalizante” e “alimento” para os deuses.

“Corações e sangue foram oferecidos como sustento às divindades que representam o Sol e a Terra em reconhecimento dos seus sacrifícios durante a criação do Universo”, pode ler-se ainda na mesma publicação.

  ZAP //

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