Reforma chega mais cedo — e sem cortes — nos próximos dois anos

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Os portugueses vão poder reformar-se três meses mais cedo nos próximos dois anos, em comparação com a atual idade mínima para a reforma. Em causa está o aumento da mortalidade causado pela pandemia de covid-19.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), citados pelo Correio da Manhã, a idade legal da reforma vai manter-se, em 2024, nos 66 anos e quatro meses já definidos para 2023.

Esta será a primeira vez que a idade legal de reforma desce desde que passou a estar ligada à esperança média de vida, a partir de 2014.

A esperança de vida aos 65 anos recuou para 19,30 anos no triénio 2020-2022, pelo que a idade de acesso à reforma será aos 66 anos e quatro meses, igual a 2023.

Por sua vez, quem pedir a reforma antes da idade legal sofrerá um corte de 13,06% na pensão, devido ao chamado fator de sustentabilidade. Este ano, esse fator era de 14,06%.

Quem pedir a reforma antes da idade legal é também penalizado com um corte de 0,5% por cada mês de antecipação, explica o Correio da Manhã.

O corte não se aplica a quem tenha, cumulativamente, 60 anos de idade e pelo menos 40 anos de descontos; e a quem tenha 60 ou mais anos de idade e 48 de descontos, ou 60 ou mais anos e 46 de descontos, tendo começado a descontar antes dos 17.

O valor das pensões vai de facto aumentar, no próximo ano, mas a diferença para a maioria dos reformados será mínima.

Mais de metade dos pensionistas recebe menos de 650 euros brutos por mês e vai ter uma actualização de entre 3,53% e 4,43% em 2023.

  ZAP //

3 Comments

  1. Em 2011 destruíram a classe média. Nunca se viveu tão mal, só os Xuxalistas é que vivem bem. Têm rendas de casa pagas em e outras regalias q não chegam aos portugueses de bem. Andamos a trabalhar e a pagar impostos, p o Estado tapar os buracos deixamos pela corrupção.

  2. De que vale ter a reforma mais cedo e sem cortes se ao longo da sua vida adulta nos vivemos para trabalhar e trabalhamos para viver, Portugal precisa de mudar e não é só nem sequer na reforma mas em tudo o resto…

  3. Eu estou triste revoltada por pertencer ao grupo de cidadãos deste país chamados pobres que só servimos para trabalhar como escravos enquanto o corpo tem capacidade física mental quando ficamos doentes para alguns senhores deste país viramos preguiceira eu pergunto se a polícia põe as pessoas invalidas vimos senhores com pensões milionárias e os pobres na miséria será que o dinheiro é alimentação de esses senhores e por isso preciso de uns milhares ao fim do mês somos todos seres humanos vivemos todos no mesmo planeta gostaria de perguntar se nós os pobres pedir para vivemos uma vida com dignidade é pedir muito

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