Médicos já não podiam passar receitas escritas à mão desde 30 de junho, mas agora o Governo prolongou essa possibilidade até 30 de junho de 2022.

De acordo com a TSF, o Governo decidiu prolongar até 30 de junho de 2022 a possibilidade de os médicos prescreverem receitas escritas à mão.

A informação foi avançada numa portaria publicada esta segunda-feira em Diário da República (DR) e assinada pelo secretário de Estado da Saúde Diogo Serras Lopes.

O Ministério da Saúde pretendia que os médicos “inadaptados” aos sistemas de informação tivessem formação para que pudessem prescrever receitas eletronicamente. No entanto, tal não foi possível devido à pandemia de covid-19.

“Sucede que face à situação epidemiológica relacionada com a doença COVID-19, com os inerentes constrangimentos processuais, procedimentais e organizacionais, não foi possível à Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, E. P. E., concretizar todas as ações de formação no prazo previsto na Portaria n.º 390/2019, de 29 de outubro, na redação atual”, lê-se no diploma publicado esta segunda-feira em Diário da República.

“Neste sentido, importa proceder à terceira alteração da referida norma transitória constante do artigo 3.º da Portaria n.º 390/2019, de 29 de outubro, alargando o prazo nele previsto, a fim de garantir a disponibilização da adequada formação dos prescritores referenciados como em situação de inadaptação aos sistemas de informação e prescrição eletrónica”, acrescenta ainda.

A alteração introduzida pela presente portaria — que permite a prescrição de receitas manuais até dia 30 de junho de 2022 — só é aplicável aos prescritores que se encontrem devidamente referenciados pelas respetivas ordens profissionais como inadaptados aos sistemas de informação e prescrição eletrónica.

ZAP //